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Departamento de Antropología

S17. Diversidad Cultural, Interculturalidad y Políticas Públicas

Día Horario Sala Sede Dirección
Miércoles 7 09:00-13:00 UH 5 Universidad Alberto Hurtado Almirante Barroso 10 (ver mapa)
Jueves 8 09:00-18:40 UH 5 Universidad Alberto Hurtado Almirante Barroso 10 (ver mapa)

 

Miércoles 7 de noviembre Universidad Alberto Hurtado
Sala UH 5
Calle Almirante Barroso 10. Metro Líneas 1 y 2, Los Héroes
Santiago, Centro
  Eje temático: Políticas educativas y escolarización
09:00 - 11:00

Marilin Rehnfeldt. La experiencia paraguaya en la implementacion de una educación intercultural plurilingüe

Cristián Lagos. Implementación del Programa de Educación Intercultural Bilingüe en escuelas y liceos de Santiago de Chile: análisis crítico desde la Antropología lingüística

José Valdir Jesus de Santana e Clarice Cohn. Sobre escolas indígenas e sobre crianças indígenas: algumas proposições

Gersem José Dos Santos Luciano Baniwa. Os dilemas da educação indígena intercultural no Brasil: Possibilidades e impasses na construção de políticas públicas

Ángela Lozano González. Poder y representaciones discursivas en la producción del sujeto indígena en Colombia

11:00 - 11:10 Pausa café
  Eje temático: Educación superior, formación docente y producción intelectual indígena
11:10 - 13:00

Teresa Artieda, Laura Rosso y Adriana Luján. Indígenas en la Universidad. Reflexiones sobre el Programa Pueblos Indígenas desde la práctica de la gestión (Universidad Nacional del Nordeste, Argentina)

María Macarena Ossola. Políticas de base étnica en la Educación Superior Argentina: Debates y proyecciones a partir del programa de tutorías para alumnos de pueblos originarios en la Universidad Nacional de Salta (Argentina)

Carmen Lucia da Silva. Diversidade e Interculturalidade: Desafios da política de Acesso ao Ensino Superior e Povos Indígenas na UFMT - MT, Brasil

Luciene de Morais Rosa e Luciana Akeme Sawasaki Manzano Deluci. Formação Continuada com os professores das escolas indígenas em Mato Grosso- Brasil: Uma experiência intercultural de responsabilidade compartilhada

Mariana Paladino. Intelectuais indígenas no Brasil e processos de construção de diálogos interculturais

Jueves 8 de noviembre Universidad Alberto Hurtado
Sala UH 5
Calle Almirante Barroso 10. Metro Líneas 1 y 2, Los Héroes
Santiago, Centro
  Eje temático: Políticas de salud, gestación y formación de agentes
09:00 - 11:00

María Elenir Neves Coroaia. Reflexões sobre as práticas Kaingang de cuidados com a gestação, parto e pós-parto e suas interfaces com o sistema oficial de saúde

Chicoepab Surui e Verônica Aldé. Práticas Tradicionais na Gestação e no Parto das Mulheres Paiter

Francinete Soares Martins e Maria Helena Fialho. Primeira menstruação, gestação, parto e pós-parto: Cuidados da mulher Baré

Rosaldo de Albuquerque Souza e Sâmia Kelle Araújo. O trabalho da parteira Kinikinau e Kadiwéu: os cuidados com o corpo

Maria das Graças Oliveira de Figueiredo. A formação do Agente Indígena de Saúde: reflexões sobre interculturalidade e sustentabilidade da atenção à saúde indígena em Mato Grosso

Ana Lucia de Moura Pontes e Luiza Garnelo. A formação profissional em saúde a partir dos discursos de agentes indígenas de saúde da etnia Baniwa do Alto Rio Negro/AM

11:00 - 11:10 Pausa café
11:10 - 13:10

Regina María de Carvalho Erthal. Por uma clínica ampliada no Alto Solimões/AM

Felipe Hasen. Salud intercultural: Hacia una eficaz etno-epidemiología em servicios de salud com alta población indígena em el sur de Chile

Alejandro Félix Vela Quico. Relación ética y política entre la Medicina Tradicional Andina y la Medicina Moderna

Juliana Kabad e Luciane Ouriques Ferreira. O diálogo intercultural como caminho para a sustentabilidade no contexto das políticas públicas de saúde indígena

Sandra Carolina Portela García. Atención diferenciada em salud indígena: convergências, desencuentros y lecturas ambiguas en la Tierra Indigena Xapecó (SC), Brasil

Luciane Ouriques Ferreira. Interculturalidade, atenção diferenciada e saúde indígena no Brasil

  Almuerzo
  Eje temático: Territorialidades, liderazgos y sociabilidad
14:20 - 16:20

Antonio Jacó Brand, Rosa Sebastiana Colman e Eva María Luiz Ferreira. Novos olhares e os desafios das consequências da perda territorial na Terra Indígena de Caarapó, MS, Brasil

Verónica Samanta Guiñazu. Un análisis sobre el relevamiento territorial de comunidades indígenas en la provincia de Rio Negro

Fabián Flores Silva. Conflicto intercultural en la construcción e implementación de la "ley lafkenche": reflexiones sobre política indigenista, identidad étnica y descolonización

Héctor Luna Acevedo. Autoridades aymaras, entre la legitimidad comunal y legitimidad estatal

Marcelo González Gálvez. ¿Mundo compartido o mundo por compartir? Apuntes en torno al poder creativo de la sociabilidad entre los Mapuche del sur de Chile

16:20 - 16:30 Pausa café
  Eje temático: Patrimonio cultural y transmisión de los conocimientos
16:30 - 18:40

Jose Francisco Sarmento, Antonio Brand e Neimar Machado de Souza. Novas mídias e Interculturalidade entre os índios no Mato Grosso do Sul, Brasil

Kenedy de Souza Moraes. O hip-hop dos Bro Mc: experiências interculturais dos jovens Guarani de MS

Deise Lucy Oliveira Montardo. Etnografia do Projeto "Podáali - valorização da música Baniwa", noroeste amazônico

Sonia Regina Lourenço. A diversidade do patrimônio cultural ameríndio: relações entre direitos universais, conhecimentos tradicionais e diferenças étnicas

Samantha Ro'otsitsina de Carvalho Juruna. A transmissão dos conhecimentos A'uwe

Hugo Arce. El Mbyareko y sus laberintos interculturales. Agencias indigenistas y poblaciones mbya guaraní de Argentina

 

Coordinación:

Dra. Luciane Ouriques Ferreiralu.ouriquesf@gmail.com, Universidade de Brasilia

Mg. Hugo Arcehugoar@gmail.com, Universitat Autònoma de Barcelona

Objetivo general

Propiciar una línea de debate antropológico sobre la comprensión, las interpretaciones y utilizaciones del concepto de Interculturalidad que orientan y rigen programas y políticas públicas destinadas a las poblaciones indígenas, en los países latinoamericanos.

Resumen

En las últimas décadas, las instituciones de los países latinoamericanos han comenzado a incorporar algunas herramientas, consideradas superadoras, en el ámbito de los programas y políticas públicas destinados a los pueblos indígenas. Así, los programas y políticas de salud, de educación, de desarrollo integral y de cooperación han incorporado algunos elementos conceptuales en el marco del respeto por la diversidad cultural de sus destinatarios.
Estudios recientes de las relaciones interculturales e interétnicas, que mantienen las poblaciones indígenas con instituciones encargadas de esos implementar programas y políticas públicas, dan cuenta de un abanico de posibilidades en lo que refiere a interpretaciones conceptuales de la Interculturalidad y de la Diversidad Cultural que orientan la planificación y ejecución de esos programas y políticas públicas.
El presente simposio tiene la intención reunir ponencias que analicen, tanto la producción intelectual orientada a la construcción de conceptos destinados a validar las políticas públicas entre los pueblos indígenas, como análisis de resultados de aplicación de esos programas y políticas en este campo de acción. Al instituir un espacio para el diálogo interdisciplinario, el simposio se constituirá en un momento de reflexión sobre las llamadas “relaciones interculturales” pregonadas en los programas de cooperación, ayudas al desarrollo y políticas públicas implementadas tanto por instituciones estatales, como por ONG's, universidades, iglesias y otras organizaciones. Con miras a estos propósitos, en este simposio se aceptarán ponencias que den cuenta de análisis diagnósticos, avances y/o resultados de investigaciones y reflexiones teóricas acerca de los temas relacionados con esta propuesta.

Palabras – clave: Interculturalidad, políticas públicas, pueblos indígenas, países latinoamericanos.

1. Novos olhares e os desafios das consequências da perda territorial na Terra Indígena de Caarapó, MS, Brasil

Dr. Antonio Brand, brand@ucdb.br, Universidade Catolica Dom Bosco

Mg. Rosa S. Colman, rosacolman01@yahoo.com.br, Universidade Estadual de Campinas

Mg. Eva Maria L. Ferreira, evam@ucdb.br, Universidade Catolica Dom Bosco

O processo histórico de confinamento e a consequente superpopulação para os padrões históricos dos Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul vem sendo fator de muitas mudanças no cotidiano das Terras Indígenas. Publicações acadêmicas e discursos da mídia tem destacado mais as mudanças verificadas na economia indígena, com o aumento da dependência das políticas de segurança alimentar do governo, e na religião, decorrente da entrada massiva de denominações religiosas neopentescostais. Sem desconsiderar a relevância desses dois temas, o processo histórico de confinamento criou problemas e desafios novos em outras dimensões da vida indígena, em especial na organização social e na produção e reprodução dos conhecimentos tradicionais, fatores igualmente relevantes nos processos de afirmação étnica e de sustentabilidade, entendida aqui como o fortalecimento da identidade sócio-cultural. Se a marca principal do conhecimento tradicional não é seu conteúdo ou sua antiguidade, mas a forma como é produzido e reproduzido, remetendo para processos coletivos e acumulativos, podemos afirmar que os dois temas - organização social e produção de conhecimentos - se articulam. No presente texto pretende-se discutir resultados iniciais de um projeto de pesquisa em andamento, voltado para a investigação das conseqüências da perda territorial e do correspondente confinamento e escassez de recursos naturais sobre o processo de reprodução dos conhecimentos tradicionais, tendo como foco a Terra Indígena de Caarapó, com uma população estimada em cinco mil pessoas. Conclusões iniciais, no entanto, já permitem perceber importantes relações entre os processos de produção e reprodução dos conhecimentos no interior dessa terra indígena e as mudanças verificadas na organização social, ou mais exatamente, a fragilização das unidades sociais básicas, no caso os núcleos macrofamiliares.

2. La experiencia paraguaya en la implementacion de una educación intercultural plurilingüe

Mg. Marilin Rehnfeldt, mrehnfel@rieder.net.py, Universidad Católica de Asunción

Uno de los aspectos fundamentales para que una cultura sea considerada como tal, ha sido y es el fortalecimiento de la identidad de los pueblos. Desde esta óptica consideramos la interculturalidad como un proceso de convivencia humana en una relación recíproca de valores sin perder la propia identidad" El punto de partida para implementar un programa de Educación Intercultural entre los pueblos indígenas es el reconocimiento de la situación real y concreta de los niños escolares en cuanto a su contexto cultural y el uso de la lengua (indígena y nacional). Es necesario que la educación sea apropiada a las necesidades culturales, sociales y económicas de los pueblos indígenas. Las respuestas educativas deben basarse en las necesidades de los niños y no en la rígida aplicación de un programa establecido únicamente desde el exterior de las comunidades indígenas. El artículo se basa en la experiencia que hemos tenido en la implementación de una educación intercultural bilingue entre los pueblos indígenas del Paraguay en estos últimos 5 años.

3. Reflexões sobre as práticas Kaingang de cuidados com a gestação, parto e pós-parto e suas interfaces com o sistema oficial de saúde

Lic. Maria Elenir Neves Coroaia, maria.coroaia@saude.gov.br, Ministério da Saúde Brasil

O presente trabalho pretende apresentar uma reflexão sobre as práticas de cuidado à saúde adotados pelas mulheres Kaingang da Terra Indígena de Ligeiro/RS, durante a gestação, o parto e o pós-parto e a interface com implementação da Política Nacional de Atenção á Saúde dos Povos Indígenas (PNASI). A PNASPI integra a Política Nacional de Saúde e tem como pressuposto prestar atenção diferenciada à saúde através da valorização, respeito e diálogo entre os saberes tradicionais e o sistema oficial de saúde. A Lei nº. 9.836, 23/09/1999, que instituiu o Subsistema de Atenção a Saúde dos Povos Indígenas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), orientou a criação de 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), visando garantir a integralidade saúde indígena por meio da prestação diferenciada de serviços culturalmente adaptados às especificidades étnicas e a diversidade sociocultural e geográfica dos povos indígenas. Entretanto, geralmente os conhecimentos e as práticas de saúde dos povos indígenas, especialmente no tocante aos cuidados relativos à gestação e ao parto de mulheres indígenas, entram em conflito com o sistema oficial de saúde. O desafio, portanto, é assegurar que os dois sistemas de saúde, o indígena e a medicina ocidental, possam se articular de modo a garantir uma assistência adequada às mulheres indígenas. Para tanto, o diálogo entre os saberes se faz necessário para a construção de um modelo de atenção que contemple a diversidade cultural das etnias a que se destinam as ações de saúde. A análise do modelo assistencial à saúde da mulher indígena vigente busca identificar possíveis entraves que dificultam a efetivação de diretrizes previstas na PNASI, e subsidiar a elaboração de propostas para promoção da articulação da política pública com os sistemas tradicionais de cuidados adotados pelas mulheres Kaingang na gestação, parto e pós-parto.

4. A transmissão dos conhecimentos A'uwe

Lic. Samantha Ro'otsitsina de Carvalho Juruna, rootsitsina@gmail.com, Universidade de Brasilia

Este trabalho pretende demonstrar alguns dos métodos da transmissão intergeracional de conhecimentos do Povo Xavante, bem como sua importância no processo de construção do "Ser A'uwe" (A'uwe é o termo que nos autodeterminamos como pessoa). Localizados atualmente em Terras Indígenas no cerrado brasileiro, na região leste do Estado do Mato Grosso, pertencentes ao tronco lingüístico Macro-Jê, os A'uwe tem suas formas de transmitir os conhecimentos tradicionais através da oralidade, escuta, observação e prática cotidiana - é o "aprender fazendo". Observa-se que para a aquisição de alguns conhecimentos é necessário preparar o corpo e a mente da pessoa de modo a permitir a compreensão do conhecimento a ser conquistado. Sem esta preparação o jovem não consegue apreender o significado pleno de conhecimentos importantes para a manutenção e reprodução cultural. Esse trabalho descreverá algumas práticas culturais - rituais, danças e cantos - importantes no processo de preparo do corpo das gerações mais jovens, demonstrando que não é possível focar na atuação da juventude indígena sem considerar suas relações com os anciãos e anciãos que lutam para garantir a continuidade do povo A'uwe por meio dos repasses dos conhecimentos tradicionais. Por este motivo, a promoção e atuação da juventude Xavante como agente transformador para sustentabilidade cultural é fundamental para a atualização e o fortalecimento dos saberes deste povo. Neste sentido, se faz necessário a criação de políticas públicas para os povos indígenas pautadas no respeito e na valorização dos mecanismos tradicionais de transmissão dos conhecimentos, de modo a incentivar a produção e reprodução sociocultural dos A'uwe e possibilitando às novas gerações a manutenção da cultura para a construção do seu próprio Ser.

5. Indígenas en la universidad. Reflexiones sobre el programa pueblos indígenas desde la práctica de la gestión

Mg. Teresa Artieda, tereartieda@gmail.com, Universidad Nacional del Nordeste

Mg. Laura Rosso, lauralirosso@gmail.com, Universidad Nacional del Nordeste

Lic. Adriana Luján, lujanae@hotmail.com, Universidad Nacional del Nordeste

En el presente trabajo buscamos analizar el desarrollo inicial de un proyecto institucional universitario destinado a pueblos indígenas de la provincia del Chaco, Argentina. Se trata de un Programa de reciente implementación aprobado por el Consejo Superior de la Universidad Nacional del Nordeste, que comprende cinco líneas de acción, la principal consiste en otorgar becas y desarrollar mecanismos de apoyo al ingreso, permanencia y egreso de jóvenes indígenas a carreras de grado. Nos proponemos reflexionar sobre aspectos emergentes durante la implementación del mismo, tales como procesos que se generan en la Universidad a partir de la visibilización de los indígenas (estudiantes y organizaciones), interpelaciones surgidas en los encuentros entre estos y miembros de la institución (funcionarios y docentes); las demandas a la Universidad desde organizaciones indígenas, instituciones estatales y organizaciones de la sociedad civil involucradas con poblaciones indígenas. Hemos recortado estos aspectos en tanto nos permiten reflexionar acerca de las respuestas institucionales y pedagógicas que se generan al interior de la Universidad frente a una política pública que la coloca en situación de pensar e intervenir en relación con lo indígena. Sostenemos junto con Diez (2004) la concepción de la interculturalidad en educación como proyecto en construcción, de naturaleza política, social, pedagógica, que remite a procesos y prácticas situadas socio-históricamente. Esta perspectiva nos permitirá entender que los rasgos que va adquiriendo este Programa se explican, en parte, por las particularidades del contexto provincial y la historia reciente de relaciones entre pueblos indígenas, Estado y Universidad.

6. A formação do agente indígena de saúde: reflexões sobre interculturalidade e sustentabilidade da atenção à saúde indígena em Mato Grosso

Lic. Maria das Graças Oliveira de Figueiredo, gracarego26@gmail.com, Escola de Saúde Pública de Mato Grosso

O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre o processo de formação profissional dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS), do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Cuiabá, localizado em Mato Grosso. Este DSEI atende a uma população de 4.294 indígenas, das etnias Bororo, Paresi, Irantxe, Umutina, Myky, Bakairi, Enauenê - Nauê, Guató, Chiquitano. A análise partirá das experiências da autora como integrante da equipe responsável pela formação profissional dos AIS no âmbito da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESPMT). No Brasil, a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASI, 2002) preconiza a necessidade dos recursos humanos serem preparados para atuar no contexto intercultural da saúde indígena. O objetivo é refletir sobre a relação entre profissionalização, autonomia e sustentabilidade do processo de desenvolvimento de competências interculturais que possibilitem o trânsito dos AIS entre as práticas da medicina tradicional indígena e da medicina ocidental. Para tal, pretende-se analisar o plano pedagógico e as experiências dos cursos de formação dos Agentes Indígenas de Saúde, no intuito de identificar e descrever os fatores que podem contribuir para a sustentabilidade do cuidado à saúde baseado na articulação entre as práticas da medicina tradicional e da medicina ocidental. Para a produção deste artigo foi realizado um levantamento de documentos públicos referentes à formação de recursos humanos no âmbito do DSEI Cuiabá e da ESPMT, bem como, uma revisão bibliográfica sobre as capacitações dos AIS no Brasil.

7. Por uma clínica ampliada no Alto Solimões, Amazonas

Dra. Regina Maria de Carvalho Erthal, regerthal@gmail.com, Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas

Junto à mudança da forma de ocupação territorial, com alta concentração da população indígena Ticuna do Alto Solimões, temos assistido ao crescimento progressivo do uso abusivo de álcool e drogas, suicídios e outras violências, prostituição, abuso sexual, roubo, homicídio. Pesquisas anteriores têm ressaltado que os eventos de suicídios na população Ticuna devem ser entendidos tendo por base os contextos culturais e sócio-políticos de sua ocorrência. Os registros de suicídio e tentativas entre os anos de 2000 e 2005 apresentam um alargamento do modelo de ocorrências de suicídios, com a ampliação da participação de mulheres jovens e o aumento de casos nas comunidades próximas aos centros municipais. Esse quadro tende a se complexificar com os dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS mostrando que a Região Norte do Brasil é aonde se mantém constante o crescimento de casos da doença, configurando-se um processo de interiorização da epidemia. A proximidade com áreas urbanas, processos migratórios de indígenas e não indígenas, prostituição, violências, abuso de substâncias lícitas e ilícitas, são fatores que têm sido acionados como determinantes do crescimento das DST´s e da AIDS no Alto Solimões. A Antropologia da Saúde tem podido contribuir de modo conjunto com as pesquisas epidemiológicas pela demonstração do papel central dos determinantes sócio-culturais para a construção de modelos etiológicos, das conexões culturais que sustentam eventos de violência, abuso de substâncias e pela possibilidade de redefinir os problemas de saúde a partir do ponto de vista das populações. O aprofundamento da possibilidade de vinculação desses eventos e a alta vulnerabilidade para infecção pelo HIV/AIDS e outra doenças infecciosas, pode instituir uma modelagem mais adequada de proposta de prevenção e de uma clínica ampliada, que tem um olhar multidisciplinar e busca incorporar no seu arsenal diagnóstico e de tratamento os contextos de adoecimento.

8. Diversidade e interculturalidade: desafios da política de acesso ao ensino superior e povos indígenas na UFMT - MT, Brasil

Dra. Carmen Lucia da Silva, carmenlsilva@ufmt.br, Universidade Federal de Mato Grosso

A educação escolar específica e diferenciada voltada aos povos indígenas tem seu marco inicial a partir dos esforços dos movimentos indígenas na década de 70 e se consolida com a Constituição Federal de 1988. No entanto, as políticas de ação afirmativa que garantem o acesso destes povos ao ensino superior em diferentes áreas de conhecimento nas universidades públicas brasileiras têm sido objeto de preocupações recentes por parte das organizações indígenas e do Estado brasileiro e têm gerado debates e embates locais e nacionais de diferentes naturezas. Este trabalho busca apresentar uma análise reflexiva dessa política a partir das pesquisas que vêm sendo desenvolvidas junto ao Programa de Inclusão Indígena "Guerreiros da Caneta"/PROIND da UFMT, considerando os diálogos entre os diferentes atores sociais envolvidos no processo, as interfaces deste programa, os diferentes espaços de diálogo promovidos a partir da sua institucionalização e os desafios que a execução desta política têm provocado nos diferentes segmentos da comunidade universitária e órgão criadores e reguladores de políticas Públicas brasileiro.

9. O diálogo intercultural como caminho para a sustentabilidade no contexto das políticas públicas de saúde indígena

Mg. Juliana Kabad, julianakabad@gmail.com, Escola Nacional de Saúde Pública

Dra. Luciane Ouriques Ferreira, lu.ouriquesf@gmail.com, Universidade de Brasilia

A execução da atenção à saúde que se paute no respeito às especificidades étnicas, tendo como base a implantação da Política de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASI) em Mato Grosso do Sul, é o ponto de partida deste trabalho, que enfatiza a importância do diálogo intercultural com vistas ao alcance da sustentabilidade considerando-se, simultaneamente, a efetividade dos serviços públicos de saúde e os saberes, práticas e praticantes dos sistemas médicos tradicionais indígenas. Para tanto, será apresentada as atividades desenvolvidas no "I Encontro Intercultural: o diálogo entre os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas e os serviços de saúde indígena de Mato Grosso do Sul, Brasil", ocorrido em dezembro de 2008, na Aldeia Caarapó - MS, no qual tal problemática foi central.

10. O hip-hop dos Bro Mc: experiências interculturais dos jovens Guarani de MS

Lic. Kenedy de Souza Moraes, kenycara@hotmail.com, Universidade de Brasilia

Este trabalho tem por objetivo apresentar o HIP- HOP como ferramenta utilizada por jovens Guarani-Kaiowá da Reserva Indígena de Dourados (RID) em Mato Grosso do Sul. A Reserva Indígena de Dourados é tida como a mais populosa do Brasil com aproximadamente 15.000 habitantes, vivendo em 3.539 hectares, próximas das cidades de Dourados e Itaporã. Vivendo em um contexto de violência, discriminação e invisibilidade, esses jovens tem como características o estar em trânsito, tanto em termos de deslocamentos espaciais quanto identitários. No contexto da cultura tradicional dos guarani kaiowá não existia a categoria jovem, mas sim dois momentos distintos que marcavam a vida e o status da pessoa: o primeiro era o di Ava Pyarú (criança pequena) onde as crianças cresciam sob os cuidados dos pais e aprendiam valores que utilizariam para sua vida. O segundo era marcado pelo casamento que acontecia por volta dos treze anos Ava Karyarú (homem), marcando a passagem para a condição de Ava Karyarú (homem). Estas situação eram, marcadas não pela idade, mais sim pelo casamento. Nos últimos dez anos surge a categoria dos Jovens indígenas solteiros que começam a questionar a realidade em que vivem, pois além de serem discriminados na cidade também são na própria aldeia, pois a eles é a atribuído tudo de ruim que acontece na RID. Dentro deste contexto de ambigüidades os jovens vão se reinventando constantemente, pois como é possível alguém afirmar e re- afirmar suas identidades se não são aceitos em lugar nenhum? Como sentir se pertencente a grupo social se a todo momentos são excluídos e taxados como violentos? Excluídos da sociedade envolvente e também de origem, esses jovens utilizam a ferramenta da musica, especificamente o Hip-Hop para expressarem sua realidade. Cantam fazendo da língua portuguesa e guarani um elemento intercultural (hibrido), tanto em termos lingüístico quanto cultural.

11. Etnografia do projeto "Podáali - valorização da música Baniwa", noroeste amazônico

Dra. Deise Lucy Oliveira Montardo, deiselucy@gmail.com, Universidade Federal do Amazonas

Nesta comunicação, pretendo tecer algumas considerações acerca da atuação que é solicitada, atualmente, a(o) pesquisador(a) que tem como objeto de estudo a música indígena no Brasil. As reflexões que aqui se apresentam estão centradas em um estudo de caso do Alto Rio Negro, noroeste da Amazônia brasileira, mais especificamente no "Projeto Podáali - valorização da música Baniwa", do qual participo como consultora de Antropologia. Minha participação no projeto não foi um convite isolado: ele acorreu no contexto da instalação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia em Manaus, no Norte do Brasil, região eminentemente indígena. Considerando a região e o interesse, por parte das instituições públicas, de pesquisar a cultura indígena, a demanda que o(a) pesquisador(a) recebe é associada diretamente à atuação política, o que remete ao exercício de uma pesquisa compartilhada. O projeto que analiso tratava da situação de uma comunidade peri-urbana de São Gabriel da Cachoeira, Itacoatiara-mirim, criada por famílias baniwa vindas há duas décadas de sua comunidade de origem, Camarão, no rio Ayari. O projeto apresentava como objetivo geral "criar oportunidades para a valorização e transmissão de conhecimentos de músicas e danças tradicionais aos Baniwa residentes em São Gabriel da Cachoeira" e como objetivos específicos "1. construir e equipar uma maloca que sirva [servisse] de espaço de transmissão de conhecimento de músicas e danças tradicionais aos jovens Baniwa na cidade de São Gabriel da Cachoeira e 2. realizar um documentário cinematográfico sobre a trajetória da música e da dança tradicional Baniwa dos últimos séculos a partir da experiência de uma comunidade que vê na valorização desses elementos uma oportunidade de enfrentar os atuais desafios para sua autodeterminação no ambiente do maior núcleo urbano do noroeste amazônico".

12. A diversidade do patrimônio cultural ameríndio: relações entre direitos universais, conhecimentos tradicionais e diferenças étnicas

Dra. Sonia Regina Lourenço, soniaufmt@gmail.com, Universidade Federal de Mato Grosso

A comunicação propõe uma análise dos sentidos e significados que a busca de alguns povos indígenas estão fazendo pelo registro de seu patrimônio cultural (rituais, lugares e formas expressivas, entre outros) junto ao Estado como uma forma de ação política voltada para o reconhecimento da diferença étnica e de seus direitos coletivos. Para tal, analisa os processos e dossiês de registro do patrimônio cultural dos contextos indígenas feitos pelo Programa Nacional do Patrimônio Imaterial/PNPI/IPHAN, as cartas de recomendações da ONU e UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial e o projeto em elaboração que o povo indígena Umutina do estado do Mato Grosso irá apresentar ao PNPI/IPHAN. Nos estudos de caso aqui apresentados há um potencial reflexivo para a análise das problemáticas e implicações relativas à alteridade, à proteção dos conhecimentos tradicionais e à garantia dos direitos coletivos destes povos frente aos projetos de desenvolvimento da sociedade envolvente.

13. Políticas de base étnica en la educación auperior argentina: Debates y proyecciones a partir del programa de tutorías para alumnos de pueblos originarios en la Universidad Nacional de Salta

Lic. María Macarena Ossola, maca_ossola@yahoo.com.ar, Universidad Nacional de Salta

Desde el año 2009 la Universidad Nacional de Salta (Argentina) cuenta con un programa de tutorías de pares para acompañar el tránsito de estudiantes indígenas en su carrera universitaria de grado. La medida, adoptada a partir del ingreso de un grupo de alumnos de comunidades kollas a la Facultad de Ciencias de la Salud, ha despertado una polémica en los claustros universitarios: Si todos somos iguales ante el Estatuto Universitario, ¿por qué realizar políticas basadas en la pertenencia étnica de los estudiantes? Desde una perspectiva cualitativa, esta ponencia recoge las voces de directivos, docentes, tutores y estudiantes relacionados con tales políticas, mostrando los diferentes modos en que la "diversidad", la "desigualdad", "la cultura" y el "éxito educativo" son elaborados, disputados y re-construidos por diferentes grupos e individuos.

14. Novas mídias e Interculturalidade entre os índios no Mato Grosso do Sul, Brasil

Dr. Neimar Machado de Sousa, professor_neimar@hotmail.com, Universidade Catolica Dom Bosco

Dr. Antonio Brandbrand@ucdb.br, Universidade Catolica Dom Bosco

Mg. Jose Francisco Sarmentojofsar@terra.com.br, Universidade Catolica Dom Bosco

O artigo analisa a trajetórias de inclusão digital nas aldeias de Mato Grosso do Sul, Brasil, destacando iniciativas e perspectivas visualizadas pelas comunidades quanto à apropriação das novas tecnologias da informação, comunicação e mídias. Apoiado em relatos de experiências em desenvolvimento, conclusões iniciais indicam que as novas mídias podem constituir-se em instrumento importante no seu esforço de fazer-se ouvir pelo entorno regional, frente ao silêncio dos meios de comunicação de massa. Além de constituírem importante mecanismo de documentação, fortalecimento cultural e denúncia frente às violações de direitos básicos, essas novas mídias permitem a esses povos manifestar-se como sujeitos etnicamente diferenciados, abrindo espaço para uma comunicação intercultural e formação continuada de adultos. Os resultados parciais das análises de inclusão digital nas áreas indígenas sinalizam a busca de um "território virtual", sem cercas que confinam, imobilizam e sem limites para a comunicação indígena, permitindo relativizar as antigas fronteiras impostas pelo colonialismo.

15. Autoridades aymaras, entre la legitimidad comunal y legitimidad estatal

Mg. Héctor Luna Acevedo, ayramputhola@hotmail.com, Ministerio de Justicia de Bolivia

Las autoridades aymaras de los ayllus del occidente de Bolivia constituyen su legitimidad en base a una relación cohesiva con familias pertenecientes al ayllu. En las reuniones se reproducen formas de reciprocidad (política-trabajo), y se redistribuyen responsabilidades de manera equitativa. El hilacata, tamani y mama tamani son autoridades que se basan en el mandato de la comunidad y no así en normas estatutarias. Por lo cual hay una relación transparente entre la autoridad y los comunarios; o sea, las reuniones de ayllu son espacios donde se reproducen relaciones sociopolíticas que responden a principios y valores de la organización aymara. Sin embargo, con los procesos de modernización del estado neoliberal, y los cambios políticos que se gestan en el mismo Estado Plurinacional influyen a que el ejercicio de la autoridad aymara se oriente a acciones más próximas a una legitimidad racional. Lo que nos hace predecir que la autoridad aymara está en transición hacia otras formas de ejercicio de mando, que tiene que ver con un reacomodo en la relación del Estado con la sociedad. Esta situación se observa cuando las autoridades de los ayllus coordinan en la elaboración, ejecución de proyectos de desarrollo económico, agrícola, salud, educativo, junto a autoridades del municipio. En ese sentido la autoridad aymara aparece como un legítimo mediador entre las demandas que se generan en la sociedad ante la capacidad de oferta del Estado.

16. La noción de sujeto en la Universidad Veracruzana Intercultural. Una indagación filosófica de las políticas de atención a la diversidad cultural en la educación superior en México

Lic. Cuauhtémoc Jiménez Moyo, rioluegoexisto@gmail.com, Universidad Veracruzana Intercultural

El presente artículo tiene el propósito de analizar de manera crítica algunos de los textos que dan fundamento a las políticas de atención a la Diversidad Cultural en la Educación Superior en México, haciendo énfasis en el discurso de la Universidad Veracruzana Intercultural, para identificar la noción de sujeto que construyen. Se retomará la teoría del filósofo Fernando Salmerón respecto de la educación y de la interculturalidad para hacer el análisis y la interpretación, además de la visión del hombre moderno que ha analizado Luis Villoro. Este trabajo busca contribuir a mostrar cómo la interculturalización de la Educación superior que se vive en México está construyendo, al menos teóricamente, un sujeto apto para nuestro mundo contemporáneo pero no carente de contradicciones.

17. Práticas tradicionais na gestação e no parto das mulheres Paiter

Lic. Chicoepab Surui, chsurui@paiter.org, Universidade de Brasilia

Lic. Verônica Aldé, veronica.alde@gmail.com, Pontificia Universidade Católica, Goiás

Desde os primeiros tempos de contato dos Paiter, as relações com a sociedade brasileira são estreitas por um lado, e hostis por outro, principalmente na luta pela terra. Além da pressão sobre a terra, o surgimento de estranhas doenças, que dizimaram metade do povo Paiter, gerou uma nova e grande perplexidade. As difíceis relações que se seguiram com os não-indios provocaram uma profunda crise de valores e de possibilidade de sustentabilidade tradicional, obrigando-os à uma significativa mutação de sua forma de vida tribal. Este trabalho tem como objetivo analisar aspectos dos cuidados de atenção à saúde utilizados pelo Povo Paiter Surui, especificamente com relação à gestação e parto da mulher Paiter, contribuindo com o debate a cerca das diversas racionalidades que poderiam operar articuladamente em favor da saúde no Brasil. Apesar de serem utilizadas por vários setores da população, esses modelos de atenção a saúde são vistos de forma isolada e antagônica pelo Setor de Saúde Público que não reconhece essas práticas tradicionais, que na maioria das vezes são negadas, ignoradas e mesmo marginalizadas pelo Sistema. Diante do contexto contemporâneo os Paiter elaboraram o Plano de 50 anos Paiter, que tem como objetivo prepará-los para os futuros desafios de forma integral, autônoma e sustentável. A valorização e o resgate das práticas tradicionais de cura, de modo a se fortalecer os pajés e os Paiterey que exercem a medicina tradicional é uma das metas elaboradas no Plano que podem auxiliar para uma melhor compreensão por parte do Estado brasileiro a cerca dos múltiplos conhecimentos existentes sobre a saúde, contribuindo na implementação de novos modelos colaborativos e interculturais de políticas públicas.

18. ¿Mundo compartido o mundo por compartir? Apuntes en torno al poder creativo de la sociabilidad entre los Mapuche del sur de Chile

Lic. Marcelo González Gálvez, mgonzalezgalvez@gmail.com, University of Edinburgh

El primer objetivo de este trabajo es discutir acerca del lugar que tiene la sociabilidad en la filosofía mapuche, enfatizando el rol que ésta juega en la creación de diversas conexiones, superposiciones, e intensidades de semejanza entre las fenomenologías de distintas personas singulares. Comenzando desde una premisa que resalta la unicidad de la experiencia personal, derivada de una comprensión de las personas como singularidades únicas e irrepetibles, planteo que entre los mapuche es justamente el establecimiento de relaciones sociales lo que permite compartir no sólo habilidades de percepción, sino también, y en diferentes grados, pensamientos, verdades, apreciaciones, e incluso mundos posibles. Contando con la base etnográfica, en un segundo momento reflexiono sobre la necesidad de repensar la manera en que muchas veces entendemos las relaciones "entre culturas". En esta línea, propongo dejar de lado un relativismo ingenuo para dar paso a una "traducción antropológica" en el sentido de Viveiros de Castro, lo que implica dejar de buscar la equivalencia referencial entre distintos marcos culturales, y comenzar a habitar el espacio de equivocación que se forma en el encuentro entre distintas ontologías. En el caso específico que nos proponen los mapuche, esto requiere tomar consciencia de lo problemático que puede resultar pensar el mundo a priori como algo compartido, mientras de otro lado se le piense siempre como algo por compartir.

19. Intelectuais indígenas no Brasil e processos de construção de diálogos interculturais

Dra. Mariana Paladino, marianapaladinorj@gmail.com, Universidade Federal Fluminense

Considerando os impactos dos processos de escolarização vivenciados pelos povos indígenas no Brasil, podemos observar nos últimos anos a existência de uma produção indígena acadêmica, compreendida por dissertações, teses e artigos, relativas às áreas de formação que estudantes e profissionais indígenas estão transitando na educação superior. Tratam-se em muitos casos de materiais riquíssimos tanto pela relevância das pesquisas realizadas, quanto por serem fruto de reflexões que os autores indígenas elaboram a partir de trajetórias e experiências de vida complexas e densas. Contudo, essas produções são pouco conhecidas e divulgadas. É meu objetivo apresentar uma análise inicial dessa produção bibliográfica, trazendo à discussão as contribuições que aportam nos planos da teoria, metodologia e propostas de intervenção e na construção de um diálogo intercultural entre saberes diferenciados.

20. Interculturalidade, atenção diferenciada e saúde indígena no Brasil

Dra. Luciane Ouriques Ferreira, lu.ouriquesf@gmail.com, Universidade de Brasilia

O caráter multicultural da nação brasileira veio a ser oficialmente reconhecido com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Organizados em mais de 230 etnias falantes de 180 línguas distintas, com uma população de 817.963 mil pessoas, os povos indígenas trazem uma importante contribuição para o incremento da diversidade sociocultural do país. Ao reconhecer o direito dos povos indígenas à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, bem como sobre as terras que tradicionalmente ocupam, a Carta Magna instaura as bases para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a efetivação dos direitos diferencia dos dos povos indígenas. Para concretizar o direito à saúde foi criado, por meio da Lei nº 9.836 de 1999, o Subsistema de Atenção a Saúde Indígena e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) como forma de organização de serviços em espaços etno-culturais delimitados. Neste mesmo ano, o Decreto n 3.156 regulamentou a Política Nacional de Atenção a Saúde Indígena (PNASPI), cabendo a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) a sua gestão e execução. Nesse processo de permanente negociação entre os diferentes agentes socialmente posicionados que compõe o campo da saúde indígena, não há consensos sobre os sentidos que informam alguns dos princípios instituídos pela PNASPI. Esse é o caso da noção de atenção diferenciada à saúde indígena, da estratégia de articulação dos serviços de saúde aos sistemas tradicionais indígenas e também da ideia de interculturalidade veiculada pela política.

21. Primeira menstruação, gestação, parto e pós-parto: cuidados da mulher baré

Lic. Francinete Soares Martins, francinetesm@gmail.com, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

Lic. Maria Helena Fialhomhfialho.mestrado@gmail.comFundação Nacional do Índio 

O presente trabalho tem como objetivo registrar os cuidados da mulher Baré nas quatro fases da vida: primeira menstruação, gestação, parto e pós-parto, a partir da experiência da parteira Josefa de Oliveira Soares - indígena do povo Baré, valorizando esse conhecimento considerando que é uma das únicas parteiras dessa geração. Nesse estudo verifica-se que os cuidados da mulher Baré giram em torno do benzimento, do resguardo e da dieta alimentar e estão diretamente ligados ao ciclo de vida da mulher, a saúde do corpo e do espírito. Através da menstruação o corpo da mulher se prepara para a reprodução, perspectiva da renovação e continuidade do povo. O desafio de nos debruçarmos sobre esse trabalho, nos proporcionou maior compreensão da importância dos cuidados tradicionais na prevenção da saúde da mulher Baré, por acreditarmos que se tomarmos como norteador os modelos de atenção em que evidenciam os conjuntos sociais como eixo do cuidado das doenças serão obtidos resultados melhores de atendimento aos povos tradicionais.

22. Atención diferenciada em salud indígena: convergências, desencuentros y lecturas ambiguas en la Tierra Indigena Xapecó (SC), Brasil

Mg. Sandra Carolina Portela García, carolina_portela@hotmail.com, Universidade Federal de Santa Catarina

A partir de una serie de reflexiones realizadas alrededor de la presencia y aumento de los índices de diabetes e hipertensión arterial entre indígenas Kaingang de la Tierra indígena de Xapecó (SC) Brasil, la siguiente comunicación desvenda a través de los discursos de los próprios indígenas y del equipo de salud que allí actúa, las diferentes nociones coexistentes por parte de estos actores sociales en lo que refiere al concepto de "atención diferenciada" en salud, central en el desarrollo de la politica de atención en salud indígena en Brasil. Dicho concepto aparece como "inexistente", "instrumental", "relacional" o "diferencial" en las voces de estos actores, mostrándonos como estas se entrelazan, convergen, se desencuentran y se reconfiguran continuamente, lo que nos lleva a reflexionar sobre las dificultades que supone la aplicación de esta política pública en particular y también sobre algunos caminos y posibilidades que estos encuentros y desencuentros estimulan enriqueciendo las discusiones y acciones sobre politicas publicas y pueblos indígenas.

23. Conflicto intercultural en la construcción e implementación de la "ley lafkenche": reflexiones sobre política indigenista, identidad étnica y descolonización

Lic. Fabián Flores Silva, fflores@fundacion-equitas.org, Fundación Equitas

Luego de más de diez años de trabajo, el pueblo mapuche-lafkenche consigue en el año 2008 el reconocimiento parcial de derechos consuetudinarios sobre los recursos marinos costeros, mediante la aprobación en el parlamento de la ley n°20.249, denominada 'ley lafkenche'. El análisis del proceso de construcción e implementación de esta ley, gestada con activa participación de organizaciones y comunidades indígenas, sugiere elementos importantes para reflexionar al menos en dos niveles: sobre la relación entre políticas de reconocimiento jurídico diferenciadas para pueblos originarios y reelaboración de la identidad étnica y la territorialidad mapuche-lafkenche, y sobre los múltiples y desiguales caminos de acción y negociación entre actores con distinta capacidad de agencia: colectivos lafkenche territoriales, niveles sub-nacionales y nacionales de gobierno e intereses privados del sector pesquero. Los análisis propuestos ayudarán a mostrar la diversa y conflictiva trama de relaciones interculturales que ha propiciado y propicia actualmente esta ley, para reflexionar finalmente sobre los caminos que ésta ofrece, tanto para la descolonización del saber y poder indígenas, como para una efectiva consagración de sus derechos consuetudinarios y de libre determinación. El artículo se basa en un trabajo de sistematización y monitoreo de todas las etapas de la historia de la ley, complementado con entrevistas y trabajo de campo.

24. El Mbyareko y sus laberintos interculturales. Agencias indigenistas y poblaciones mbya guaraní de Argentina

Mg. Hugo Arce, hugoar@gmail.com, Universitat Autònoma de Barcelona

Desde hace algunas décadas, las poblaciones Mbya Guaraní de Argentina mantienen complicadas relaciones con el Estado y otros agentes económicos y políticos de la sociedad no indígena. Uno de los puntos de tensión ha sido el despojo territorial y la explotación de los recursos naturales que han afectado fuertemente su supervivencia poblacional y cultural. La lenta y complicada implementación de la Ley 26160 no consigue resolver el despojo territorial ni logra frenar el saqueo de los recursos naturales de la selva paranaense. La implementación de la educación intercultural bilingüe y de planes de salud indígena, tampoco consiguen resultados contundentes ya que, según relevamientos estadísticos recientes, se exhiben escasos resultados en niveles de escolarización, alfabetización y seguimiento escolar, además de altos índices de desnutrición y mortalidad infantil por causas evitables. Para el estudio de estas llamadas "relaciones interculturales", considero necesario partir de la definición del Mbyareko, cultura mbya o la manera de ser mbya guaraní. Pero esta definición no puede ser abordada desde una candidez teórica suponiendo que se trata de un concepto homogéneo que sobrevuela las deforestaciones de la selva paranaense, las intervenciones del Estado con sus políticas públicas, las evangelizaciones y catequizaciones de diversas denominaciones, los programas y proyectos impulsados y ejecutados por las Organizaciones no Gubernamentales (ONG's), las investigaciones de las universidades, el ingreso del dinero a las comunidades y otros tipos de relacionamiento con los agentes económicos de la sociedad envolvente. En vistas a la situación expuesta, en este trabajo propongo una mirada reflexiva a este complejo laberinto en el que se encuentran los Mbya Guaraní de Argentina, haciendo una revisión de los agentes institucionales y sus prácticas de intervención en las comunidades.

25. Os dilemas da educação indígena intercultural no Brasil: Possibilidades e impasses na construção de políticas públicas

Dr. Gersem José Dos Santos Luciano Baniwa, gersem@terra.com.br, Universidade Federal do Amazonas

Um dos pressupostos considerados no debate é que tanto a escola colonizadora quanto a escola indigenizada não foram capazes de responder satisfatoriamente ás demandas e interesses indígenas atuais. A escola colonizadora buscou sufocar e negar as perspectivas indígenas e a escola indígena diferenciada busca muitas vezes sufocar e diminuir a importância dos conhecimentos, das tecnologias e dos valores modernos. Estes são os limites da interculturalidade, por não considerar a reciprocidade e a complementariedade no diálogo. Sabe-se que os povos indígenas estão decididos em querer ter o domínio dos dois mundos - indígena e não-indígena - na perspectiva de retomada de suas autonomias étnicas e capacidade de manejo do mundo. A entrada da modernidade na vida dos indígenas é sempre muito avassaladora e irreversível, mas cada cultura interpreta esta "vida moderna" do seu modo e segundo seus interesses e necessidades históricas, sempre conjunturais e transitórios. A inevitável dominação gerada a partir dessa escolha seletiva de elementos da vida moderna, nunca é total. As políticas públicas estão inspiradas na idéia de direitos universais hegemônicos relacionados às perspectivas liberais e capitalistas. É essa visão hegemônica que originou os conceitos e as práticas de tutela e paternalismo no indigenismo oficial monolítico. As políticas públicas estão fortemente influenciadas pela visão positivista, tecnicista e legalista e não pelos valores morais e humanos da diversidade cultural. Os direitos indígenas emanados da sociodiversidade formam a base para se pensar a autonomia étnica (intra-étnica) e a autonomia relacional ou tutelar (intra-Estado).

26. Poder y representaciones discursivas en la producción del sujeto indígena en Colombia

Mg. Ángela Lozano González, angelalgonzalez@gmail.com, Universidad Pedagógica Nacional

Esta ponencia se muestra como un documento construido a partir de la investigación titulada "Genealogía del discurso etnolingüístico ¿Vino viejo en botella nueva?" el cual es un estudio acerca de las narrativas asociadas con el tipo de educación diseñada para atender a las poblaciones indígenas de Colombia. Con el propósito de profundizar en las narrativas que hablan de la educación para indígenas y sus efectos de poder, este documento se centra en una reflexión acerca de la reconstrucción, y del cómo se forja el discurso etnoeducativo en el país, cómo fue pensado, configurado, planteado y divulgado, así como en la identificación de las relaciones de sentido, especificidades, modalidades enunciativas, racionalidades y técnicas de poder, a través de las cuales la etnoeducación y atención a los grupos étnicos representan el discurso de la indigeneidad, y a su vez produce cierto tipo de sujetos. Las preguntas que guiaron la investigación, y de la cual parte esta ponencia, son: ¿Bajo qué condiciones se generaron los discursos educativos que promulgan una visibilización de lo indígena? ¿Qué enunciados movilizan estos discursos? ¿Qué relaciones se tejen con las políticas públicas para la diferencia, y la materialización política de las lenguas y la educación?

27. Un análisis sobre el relevamiento territorial de comunidades indígenas en la provincia de Rio Negro

Lic. Verónica Samanta Guiñazu, samantaguinazu@hotmail.com, Universidad de Buenos Aires

El presente trabajo se contextualiza dentro del proceso de aplicación de la Ley Nacional de Emergencia Territorial 26.160 (y su prorroga la 26.554) en la provincia de Rio Negro, y pretende, principalmente investigar acerca de la influencia que la aplicación de dicha ley tuvo en cuanto a la participación indígena mapuche en sus diversas formas, dentro de las organizaciones reconocidas estatalmente (CPPM, CODECI, CAI, INAI, ETO), así como también en la participación dentro de diferentes organizaciones que participan o presionan en torno a la aplicación y producción de políticas indigenistas locales. En estrecha relación con lo anterior, se pretende indagar también sobre la influencia que esta agentividad y participación tuvo en las reformulaciones de dicho programa de relevamiento territorial y en la conformación del Equipo Técnico Operativo que realiza el relevamiento. En el marco de la implementación de esta ley y, principalmente, en relación a la etapa posterior al parlamento del pueblo mapuche llevado a cabo en Marzo de 2011 en Ingeniero Jacobacci se busca, en el presente trabajo, trabajar con los activistas mapuche que se sumaron a las organizaciones dependientes de la gobernación a partir de este momento para indagar sobre cuál es su perspectiva con respecto a la ley, así como también indagar sobre las causas de la participación en estos espacios en los que antes no se veían representados o no estaban interesados en participar. Así como también con los técnicos participantes del relevamiento.

28. O trabalho da parteira Kinikinau e Kadiwéu: os cuidados com o corpo

Lic. Rosaldo de Albuquerque Souza, rosaldoa866@gmail.com, Universidade de Brasilia

Lic. Sâmia Kelle Araújo, samikell26@gmail.com, Universidade de Brasilia

Este trabalho tem por objetivo fazer uma comparação entre os trabalhos das parteiras indígenas das etnias Kinikinau e Kadiwéu residentes na aldeia São João, em Mato Grosso do Sul. Essas duas etnias vivem amistosamente na Reserva Indigena Kadiwéu desde 1940. É levado em consideração o cuidado com o corpo da mulher desde os primeiros meses de gravidez, esses cuidados são fundamentais para o perfeito desenvolvimento fetal e pós-nascimento. A função de parteira é ensinado pela mãe para a filha mais velha, para isso ela deve acompanhar os trabalhos de parto. Há algumas regras que as grávidas devem obedecer antes e após o nascimento da criança, bem como os cuidados com a criança nos primeiros anos de vida. A parteira tem papel fundamental nos cuidados com a gestante, mas ela não participa de todos os momentos da gravidez, pois, há cuidados que a própria gestante é capaz de fazer.

29. Formação continuada com os professores das escolas indígenas em Mato Grosso- Brasil: Uma experiência intercultural de responsabilidade compartilhada

Mg. Luciene de Morais Rosa, luciene-rosa@hotmail.com, Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica

Lic. Luciana Akeme Sawasaki Manzano Deluci, luci_deluci@hotmail.com, Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica

Este trabalho/pesquisa foi desenvolvido por uma ação conjunta entre educação escolar indígena do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso-CEFAPRO de Barra do Garças, Estado de Mato Grosso-Brasil e comunidade escolar do povo indígena A'uwê Xavante. O objetivo é promover formação continuada dos professores das escolas indígenas no intuito de atingir uma das metas da política nacional de educação brasileira. O problema é como promover a formação continuada na concepção proposta pelos idealizadores e defensores desta prática para professores que em sua maioria não possuem formação inicial, portanto não acessam a carreira do magistério? As necessidades formativas foram levantadas do diagnóstico do comitê gestor do Território Etnoeducacional A'uwê Uptabi . O caminho metodológico foi construído em entre todos os envolvidos no processo e a partir das especificidades das Terras indígenas, deste modo compreendendo o termo "compartilhada" que tramita entre o coletivo de discussão e alternando a autoria. Considerar o diálogo entre a educação A'uwê e os objetivos da escola A'uwe é o aspecto determinante para a atuação dos professores formadores deste Centro de Formação , que planeja os encontros formativos como base na problematização e elaboração de conceitos. Os resultados serão apresentados quanti/qualitativamente com indicativos que podem generalizar para outras instâncias de formação continuada e por outra lado expõe uma fragilidade de formação inicial dos professores que realmente possa levar o poder publico criar condições reais para melhoria qualidade social da educação escolar indígena.

30. Sobre escolas indígenas e sobre crianças indígenas: algumas proposições

Mg. José Valdir Jesus de Santana, santanavaldao@yahoo.com.br, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Dra. Clarice Cohn, clacohn@ufscar.br, Universidade Federal de São Carlos

Pretendemos, neste texto, fazer um duplo exercício; primeiramente, refletir acerca da educação escolar indígena em nosso país, analisando seus avanços, limites e possibilidades, buscando compreendê-la, do ponto de vista analítico, a partir da idéia de fronteira desenvolvida por Tassinari; em seguida, a partir das questões trazidas pela Antropologia da Criança, buscamos pensar a relação entre educação escolar e crianças indígenas, no sentido de discutir a importância e o potencial analítico em se compreender a escola indígena do ponto de vista das crianças que freqüentam e produzem esse espaço. Como afirma Cohn análises do que as crianças fazem e pensam que estão fazendo, do sentido que elaboram sobre a escola, das atividades que nela desenvolvem, das relações que estabelecem com colegas, professores e outros profissionais do ensino, e da aprendizagem podem ser muito enriquecedoras para melhor compreender as escolas e as pedagogias.

31. A formação profissional em saúde a partir dos discursos de agentes indígenas de saúde da etnia Baniwa do Alto Rio Negro/AM

Mg. Ana Lucia de Moura Pontes, analu64@yahoo.com.br, Escola Nacional de Saúde Pública

Este trabalho faz parte da pesquisa de doutorado "Formação profissional do agente indígena de saúde: contextos e discursos", e apresenta resultados do trabalho de campo desenvolvido no Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro/Amazonas. O objetivo da pesquisa é analisar os contextos e discursos de agente indígenas de saúde (AIS) sobre suas experiências formativas. A metodologia da investigação está baseada na teoria social do discurso (Bathkin e Fairclough) e envolveu a realização de entrevistas com 13 agentes de saúde da etnia Baniwa. Como resultados observamos a ausência de processos formativos formais, somente os AIS mais antigos passaram por cursos de curta duração e de forma irregular. Esses cursos enfatizaram as doenças e o uso de medicação, fortalecendo a atenção biomédica. Mais recentemente, iniciou-se uma formação técnica, com elevação de escolaridade, com o perfil de Técnico de Agente Comunitário de Saúde, que tem gerado expectativas contraditórias entre os agentes. A expectativa principal dos agentes com relação aos processos formativos é de conhecimentos biomédicos, de diagnóstico e terapêutica medicamentosa. Também foi presente a valorização do uso das plantas medicinais na formação. Consideramos que esses dados devem ser analisados a luz do contexto da história de contato desses povos e da perspectiva nativa das relações interétnicas. Esses resultados apresentam questões para discutirmos a implementação e organização de propostas formativas para os agentes, do modelo de atenção diferenciada e do papel do AIS nesse sistema.

32. Relación ética y política entre la medicina tradicional andina y la medicina moderna

Dr. Alejandro Vela Quico, arcanoale@gmail.com, Universidad Nacional de San Agustin

Existen actualmente muchas prácticas en salud, sólo algunas constituyen un sistema de salud, el cual estaría compuesto por 1) concepciones sobre el mundo, el hombre, la vida, la salud y la enfermedad, 2) una metodología para aprender e intervenir, 3) una estructura de atención y agentes, 4) una tecnología de intervención. Existe una medicina tradicional andina construida por las sociedades antiguas andinas del Perú y otros países, que actualmente se manifiesta como pensamiento cultural profundo en la población y prácticas sincréticas, que mantienen tensiones con la medicina moderna que es oficial, hegemonizante y excluyente, aun cuando se han dado formalmente políticas de interculturalidad, pero la formación académica y los servicios de salud no han cambiado. La incorporación oficial de algunas prácticas tradicionales obvia el sustento cultural o se hace bajo el tamiz de la ciencia moderna. Los sistemas de salud tradicionales tienen derecho a su existencia, la identidad, al desarrollo y al cambio. Son expresiones socioculturales legítimas, tienen tres niveles de existencia: del sistema en si, de la función social y su teleología social. Una actitud de relativismo cultural conduciría al aislamiento y empobrecimiento de su desarrollo. Es injusto el universalismo homogeneizante. Es necesario el respeto a los procesos culturales y apertura libre a la universalidad. Es injusta la heteronomía desde la cultura moderna que se asume superior frente a la tradicional, o una autonomía es excluyente y chauvinista. Es justo el encuentro cultural que surge de la libertad social que busca consensos crecientes entre pueblos. La exclusión expresa el poder de la cultura moderna. Se propone la democracia dialogante y la inclusión cultural. Es posible el encuentro entre culturas diferentes donde los conflictos son parte de las relaciones y el aprendizaje.

33. Implementación del programa de educación intercultural bilingüe en escuelas y liceos de Santiago de Chile: análisis crítico desde la antropología lingüística

Dr. Cristián Lagos, crlagos.f@gmail.com, Universidad de Chile

La ponencia propuesta se enmarca en el dominio de la antropología lingüística. Se presentarán los resultados de un estudio financiado por la VID de la Universidad de Chile orientado a analizar los procesos de implementación del Programa de Educación Intercultural Bilingüe (EIB) en colegios y Liceos de la ciudad de Santiago de Chile. En estudios previos realizados por nosotros a la realidad de mapuches residentes en la capital, hemos constatado en la base de la problemática del mapudungún a la ruptura de los circuitos tradicionales de producción y reproducción de la lengua, algo que, en principio, debiese corregirse a través de los Programas de EIB. De esta manera, se analizan las bases lingüísticas y antropológicas de tales programas y el impacto de las iniciativas implementadas en 17 centros educacionales de las comunas con una alta proporción de población mapuche (Cerro Navia, La Pintana, Pudahuel, entre otras) en los procesos de revitalización lingüística del mapudungún y de reetnificación propios de la realidad de los mapuches urbanos. Obtenemos así una evaluación crítica respecto del carácter de "intercultural" y "bilingüe" de las experiencias desarrolladas y de la real posibilidad de tal condición, dadas las condiciones estructurales (sociopolíticas y económicas) en las cuales está inserta la demanda mapuche por reivindicar su patrimonio lingüístico y cultural.

34. Salud intercultural: hacia una eficaz etno-epidemiología en servicios de salud con alta población indígena en el sur de Chile

Lic. Felipe Hasen, nayip.hasen@gmail.com, Ministerio de Salud de Chile

Esta ponencia, pone arriba de la mesa, la imperiosa necesidad (de la medicina occidental) por asumir que los pueblos originarios tienen conceptos de salud-enfermedad diferentes, no individualistas, frente al cual, el sistema de salud oficial, muchas veces no cuenta con los códigos necesarios para entender su etiología, ni su asociación a múltiples factores espirituales, comunitarios, y ambientales. Frente a esto, se pretende discutir y reflexionar en torno a la manera en la cual los servicios del sistema de salud inmersos en territorios con alta presencia de comunidades mapuche, se adecuan a la idiosincrasia cultural de esta población, abordando cuales son las dificultades con que los servicios de salud se encuentran a la hora de ejercer la práctica médica en contextos pluriétnicos, y cuáles deberían ser (según la propia experiencia) los caminos a seguir para una adecuada epidemiología sociocultural, o lo que Ibacache ha descrito como etno-epidemiología. Esta presentación, se enmarca en un estudio epidemiológico sociocultural, realizado en el año 2009 para el Programa Especial de Salud y Pueblos Indígenas,  en las comunidades mapuches de la zona de la precordillera de la comuna de Panguipulli (XIV Región de los Ríos, Chile), orientado a un acercamiento al fenómeno de prevalencia y aumento de algunos trastornos, que desde la medicina oficial son entendidos como salud mental, pero que desde la visión propia del pueblo mapuche, tienen relación con una multiplicidad de factores propios de su cosmovisión, identificando, entre otras cosas, una enorme brecha de entendimiento entre la explicación que las propias comunidades hacen de sus enfermedades, y los diagnósticos, muchas veces errados, por parte de los agentes de los servicios de salud. 

Viernes 16 de marzo de 2012

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