Buscador de noticias

Por título o palabra clave

Departamento de Antropología

S37. Antropologia audiovisual & antropologia do cinema: olhares cruzados e conexões possíveis

Día Horario Sala Sede Dirección
Miércoles 7 09:00-18:40 UR 10 Universidad ARCIS Libertad 53 (ver mapa)
Jueves 8 09:00-18:40 UR 10 Universidad ARCIS Libertad 53 (ver mapa)

 

  Día 1. Miércoles 7
09:00 – 09:05 Palabras de bienvenida y presentación: Rafael Contreras
09:05 – 09:10 Orden y estructura de las ponencias: Debora Breder
  Reflexividad, Etnografía y Patrimonio. Moderado por Mauricio Pineda Pertier
09:10 – 09:40 Marilda Ch. G. Silva. O patrimônio imaterial no cinema
09:40 – 10:10 Pablo Mardones Charlone. Interpretando música Aymará en Buenos Aires. Una reflexión a partir de la antropología audiovisual colaborativa.
10:10 – 10:50 Erika Thomas. A história do monstro Kátpy: refletindo sobre o que é ser Índio e videasta indígena no Brasil
10:50 – 11:20 Mauricio Pineda Pertier. Antropología compartida: el antropólogo modificado
11:20 – 11:40 Intermedio: Receso/Café
11:40 – 12:10 Carolina Caffé. Antropologia Visual e Compartilhada em Cidade Tiradentes – São Paulo
12:10 – 12:40 Daniel González Hernández. Este Baile de Cay Cay. Una mirada documental a una etnografía audiovisual
12:40 – 13:00 BALANCE del Moderador y Discusión General
13:00 – 15:00 Intermedio: Almuerzo
  Representación, Auto–representación y Memoria. Moderado por Pablo Mardones Charlone
15:00 – 15:30 Glauco B. Ferreira. QWOCMAP: (auto)represtaçoês  de mulheres queer e “de cor” e sua produção audiovisual nos EUA
15:30 – 16:00 Clarice Peixoto. A foto no filme: acervos pessoais e públicos no vídeo portrait
16:00 – 16:30 Ludmila Farías. Agora sou eu que falo! Imagem e representação Pankararu
16:30 – 17:00 Lorena França. Reflexões etnográficas sobre uma autorrepresentação audiovisual dos índios Paresi
17:00 – 17:20 BALANCE del Moderador y Discusión General
17:20 – 17:40 Intermedio: Receso/Café
  Ciudad, Medios Audiovisuales y Cine. Moderado por Juliano Gonçalvez da Silva
17:30 – 18:00 Rodrigo Ganter y Rodrigo Herrera. Experiencia urbana y relatos cotidianos: visiones y emociones en la ciudad de Concepción
18:00 – 18:30 Ana Ribeiro. Tudo é rua na vida: o cinema e a cidade em Transeunte
18:30 – 19:00 Marta Campos. As melhores coisas do mundo, antes que o mundo acabe: olhares femininos sobre uma determinada juventude urbana
19:00 – 19:20 BALANCE del Moderador y Discusión General
  Día 2. Jueves 8
  Antropología y Cine. Moderado por Debora Breder y  Luis Gustavo Pereira de Souza
09:00 – 09:30 Eric Macedo. Werner Herzog: homem e meio
09:30 – 10:00 Rita da Silva. Caminhando pelas bordas: Uma leitura antropológica de O homem urso, de Werner Herzog
10:00 – 10:30 Vitor Grunvald. Falar de perto: por uma antropologia fílmica inapropriada
10:30 – 11:00 Juliano Gonçalvez da Silva. Cochochi, El Violin e Corazón del tiempo: a nova saga do cinema indígena mexicano
11:00 – 11:20 Intermedio Receso/Café
11:20 – 11:50 Luis Hirano. Um cinema brasileiro do ponto de vista de Grande Otelo: raça, corporalidade e gênero em sua performance cinematográfica (1917-1993)
11:50 – 12:20 Debora Breder. A incestuosa gemeidade em A Zed and Two Noughts, de Peter Greenaway.  
12:20 – 12:50 Paula Alves. O cinema pela perspectiva de gênero
12:50 – 13:10 BALANCE de los Moderadores y Discusión General
13:10 – 15:30 Intermedio Almuerzo
  Reflexiones sobre el campo. Moderado por Rafael Contreras
15:30 – 16:00 Rodrigo Riffo Morales. Buscando nuestro propio camino. Alcances sobre el estado de la antropología audiovisual latinoamericana
16:00 – 16:30 Luiz Gustavo Correia. Antropologia e Cinema: uma proposta de diálogo
16:30 – 17:00 Rafael Contreras Mühlenbrock. Antropología, Comunicación y Documental: reflexiones sobre campos disciplinarios y lenguaje audiovisual
17:00 – 17:20 BALANCE del Moderador y Discusión General
17:20 – 17:30 Palabras de Cierre

 

Objetivo Geral

O objetivo deste simpósio é reunir pesquisadores latino­-americanos que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Comunicación & Cinema -em seus mais diferentes formatos e gêneros-, e estimular o desenvolvimento de um espaço onde seja possível aos participantes apresentarem seus trabalhos audiovisuais, analisando-os coletivamente e refletindo criticamente sobre os aportes, cruzamentos e tensões gerados entre a antropologia audiovisual e as propostas teóricas, metodológicas e práticas da comunicação e do cinema documental. Ao propormos este simpósio, pois, objetivamos debater as potencialidades do olhar antropológico dirigido ao cinema, considerando as narrativas cinematográficas como uma forma expressiva significativa da nossa época, que revela, em imagens e sons, as utopias e distopias contemporâneas; e criar um espaço concreto de empalme entre a prática da antropologia/etnografia audiovisual (considerando-a seja como subdisciplina ou ferramenta metodológica) e as linguagens da imagem que se põe em jogo e aportam a comunicação e o cinema documental..

Palavras Chaves

Antropologia/Etnografia Audiovisual, Antropologia do Cinema, Comunicação, Narrativas Audiovisuais. 

Resumen

Este simposio nace de la necesidad de unir a grupos de investigadores que estudian los ámbitos de la antropología del cine y de la antropología/etnografía audiovisual, de manera de ir constituyendo una mirada a los cruces y conexiones posibles entre imagen y antropología, para lo cual abordaremos la discusión en dos partes.

En el caso de la antropología del cine se intentará debatir el cine como objeto antropológico en sentido propio, enfocándonos especialmente en: 1) las articulaciones entre cine, narrativa, memoria y subjetividad, 2) las representaciones e interpretaciones que las narrativas cinematográficas nos proponen sobre los mas diversos temas, como la relación "naturaleza-cultura", el estatuto de los "humano/no humano", del "cuerpo", "genero", "sexualidad", "identidad", "ciencia", "religión", "ética", etc.; 3) las condiciones sociales de producción, circulación y recepción de estas narrativas en sus diferentes formatos y géneros, considerando las diversas categorías que estructuran el campo cinematográfico. En suma, en un mundo cada vez más constituido por flujos y contraflujos de narrativas audiovisuales, se trata no solo pensar apenas los enunciados antropológicos de un cine etnográfico, sino de emprender una etnografía del cine, entendida en el ámbito de estudios sobre la contemporaneidad y los nuevos procedimientos de construcción de sentido.

Por otro lado, la antropología/etnografía audiovisual se ha ido constituyendo con la contribución de comunicadores y cineastas desde hace más de un siglo. En el caso latinoamericano, pese a que existe una amplia producción en líneas temáticas recurrentes, poco se han analizado los productos (investigaciones y etnografías audiovisuales) en relación a los aportes de la comunicación y el cine documental al lenguaje audiovisual de esta antropología latinoamericana. Deudores de la importancia de discutir sobre los trabajos audiovisuales mismos, en esta parte convocamos a presentar una producción audiovisual finalizada (síntesis de máximo 15 minutos y en formato digital avi/mov) en que hayan utilizado -a nivel teórico, metodológico o práctico- la antropología/etnografía audiovisual, la comunicación y/o el cine documental, relevando aportaciones, cruces y tensiones entre dichos lenguajes audiovisuales e investigación sociocultural.

Coordinadores

Rafael Contreras, rafa_acm@yahoo.com

Licenciado en Antropología Social por la Universidad de Chile y Documentalista, actualmente es profesor de la Universidad de Chile.

Debora Breder, deborabreder@hotmail.com

Doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF/Niterói) e atualmente é professora da Universidade Cândido Mendes (UCAM/Brasil). 

Coordinadores Adjuntos

Mauricio Pineda, documentalista, Antropólogo por la Universidad de Chile.

Pablo Mardones, documentalista, Antropólogo por la Universidad de Chile. Magíster en Políticas de Migraciones Internacionales (OIM-UBA)

Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia, Professor Adjunto na Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Juliano Gonçalves da Silva, graduado em Ciências Sociais (UFSC).  

Expositores

1. A incestuosa gemeidade em A Zed and Two Noughts, de Peter Greenaway

Dra. Debora Breder, deborabreder@hotmail.com, Universidade Cândido Mendes

Em Histoire de Lynx, Lévi-Strauss observa que a noção de gemeidade é concebida nos mitos segundo dois esquemas distintos: um representado pelos gêmeos de sexos diferentes, predestinados ao incesto e que dão origem à humanidade; e aquele representado pelos gêmeos de mesmo sexo. Enquanto a primeira fórmula responderia à questão de como produzir a dualidade a partir da unidade, a segunda colocaria a questão inversa, isto é, como produzir a unidade a partir de seu contrário. Em resposta a essa questão os mitos ofereceriam uma série de gradações, indo da perfeita identidade entre os gêmeos à sua oposição mais extrema e irredutível. Ao considerar a mitologia ameríndia em relação à indo-europeia, o autor nota que enquanto a primeira admitiria uma série de soluções intermediárias entre esses extremos, a segunda, ao contrário, teria privilegiado as soluções extremas, caracterizando seus gêmeos frequentemente por uma "perfeita identidade" que os torna quase indistintos. Em suma, se a mitologia ameríndia recusaria a ideia de uma perfeita homogeneidade entre os gêmeos, constituindo a identidade um estado temporário, impossível de perdurar, a tradição indo-europeia caminharia em sentido inverso: ainda que seus mitos tenham assinalado pequenas distâncias diferenciais entre os gêmeos míticos, estas não inviabilizariam o ideal de uma "perfeita gemeidade". Considerando tais fatos, esta comunicação propõe uma reflexão sobre o modo pelo qual o ideal de uma "perfeita gemeidade" vem sendo atualizado nas narrativas contemporâneas. Do mito ao romance e deste ao cinema, o tema parece integrar os discursos simbólicos sobre a gemeidade a partir do motivo do incesto, como indicam tantas tramas literárias e cinematográficas. Assim, tomando como ponto de partida o longa-metragem A Zed and Two Noughts/1985, de Peter Greenaway - que tem como protagonistas gêmeos de mesmo sexo - analisa-se a retórica incestuosa que permeia as narrativas sobre a gemeidade em nossa tradição cultural.

2. Etnografía Audiovisual, Comunicación para el Desarrollo y Cine Documental: reflexiones sobre campos disciplinarios y lenguaje audiovisual

Lic. Rafael Contreras Mühlenbrock, rafa_acm@yahoo.com, Universidad de Chile

A partir de un proceso de formación y producción que en la última década ha cruzado y tensionado los campos disciplinares de la antropología, el documental y la comunicación para el desarrollo, se elaboran una serie de reflexiones sobre el lenguaje audiovisual que dejan ver los vínculos y estrategias entre producción audiovisual e investigación social que han sido desarrolladas desde el Archivo Etnográfico Audiovisual de la Universidad de Chile. El horizonte de este cruce disciplinario busca aportar, mediante el Modelo Teórico de Comunicación propuesto por el pedagogo y comunicador Manuel Calvelo Ríos, a la autonomía de las comunidades humanas, incrementando su bienestar y potenciándolas social, cultural y educativamente, y por ello económica y políticamente, desde una perspectiva de trabajo que prioriza el carácter endógeno, autogestionado y humanista del desarrollo.  Presentando dos trabajos ya finalizados -una investigación etnográfica audiovisual sobre festividades religiosas del norte chico y la zona central de Chile, y un video institucional sobre patrimonio cultural destinado a sensibilizar a docentes de educación básica y media para trabajar en la temática-, reflexionamos sobre los elementos conceptuales, de lenguaje audiovisual y operativos que la comunicación para el desarrollo pone a disposición de la etnografía audiovisual y el cine documental para una producciones que tengan valor de uso y sean pertinentes a los contextos culturales a los que se dirige, posibilitando el diálogo intercultural al considerar a los destinatarios como sujetos portadores de sabiduría y constructores de saber en un proceso de interlocución.

3. Antropologia e cinema: uma proposta de diálogo

Dr. Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia, luizgustavopsc@hotmail.com, Universidade Federal de Sergipe

Esta comunicação pretende apresentar as propostas do grupo de pesquisadores articulados com o objetivo de entrecruzar olhares e narrativas antropológicas e cinematográficas em diversos eventos no Brasil. O presente simpósio procura ampliar o debate e as alianças com grupos de pesquisa, realizadores e demais interessados no diálogo entre Antropologia e Cinema na América Latina. Para tanto, será exposto um breve recorte das aproximações e distinções destes olhares e a receptividade ao diálogo entre as áreas no cenário acadêmico brasileiro.

4. Antropología compartida y el antropólogo modificado

Lic. Mauricio Pineda Pertier, mauropineda@hotmail.comUniversidad de Chile

A partir de nuestra praxis audiovisual desde una antropología aplicada en contextos de desarrollo local, comenzamos a comprender la relación etnográfica en términos de un proceso particular de comunicación intercultural, donde, al prolongarse en el tiempo una producción audiovisual de diversos aspectos del quehacer cotidiano de las comunidades de estudio, comienza a configurarse una "serie audiovisual" cuya visualización progresiva da cuenta del proceso reflexivo del propio investigador, quien no es ajeno a la inevitable modificación del sujeto de estudio causada por intervención de dicho investigador, el cual es también modificado por dicha relación. Este trabajo tiene como objetivo reflexionar sobre el proceso de interacción e interlocución que se establece en terreno a partir del encuentro del antropólogo y las comunidades de estudio. A partir de la llamada crisis de la representatividad de las ciencias sociales, pondremos en entredicho uno de los principios de la Antropología clásica: la existencia del "otro". Veremos cómo la relación etnográfica afecta el principio de otredad y los desplazamientos conceptuales que afectan al investigador durante el tránsito hacia la constitución de un "nosotros". Tomaremos como ejemplo el trabajo realizado durante la última década en los territorios de Licantén y Vichuquén, en la zona costera norte de la Región del Maule, Chile.

5. O índio no cinema mexicano hoje

Mg. Juliano Gonçalves da Silva, juliano.gds@ig.com.br, Universidad Federal Fluminense

Nesta comunicação pretendo abordar a análise de como o personagem indígena é construído em alguns filmes de ficção recentes do cinema mexicano. Irei fazer essa análise através uma leitura fílmica das suas representações e dos imaginários deles resultantes. Desvelando esses imaginários fílmicos e suas encenações através da mis en cene, pretendo constituir uma idéia mais ampla sobre quem é este índio que o cinema recente mexicano tem revelado para o mundo.

6. Interpretando música Aymará en Buenos Aires. Una reflexión a partir de la antropología audiovisual colaborativa

Mg. Pablo Mardones Charlone, mardones.pablo@gmail.comUniversidad de Buenos Aires

Hace casi una década que venimos interiorizándonos en la cultura, cosmovisión y rol de la colectividad Aymará en Buenos Aires. Nuestra vinculación como músicos y paralelamente como investigadores, nos llevó necesariamente a analizar el concepto de reflexividad en antropología, el cual concierne al lugar que ocupa el investigador que se enfrenta a un sujeto del cual él mismo hace parte, tema que ha estado presente en el abordaje audiovisual de esta disciplina desde sus inicios, donde ya Mead y Rouch en los '60 planteaban la complejidad de analizar(se) como sujetos de estudio. A su vez, y fruto de ser sujetos de estudio/estudiados de nosotros/ellos mismos, inevitablemente fuimos vivenciando condiciones que han sido definidas como antropología colaborativa, concepto que refiere al reconocimiento respecto a las posibilidades de cuestionamiento de los sujetos de estudio evitando la monopolización de la mirada y relativizando la autoridad etnográfica, para concebirla ya no más como la experiencia de una realidad acotada, sino como una negociación constructiva que involucra a dos o más sujetos conscientes y políticamente significativos. Este trabajo se constituyó en nuestra primera investigación donde incorporamos metodológicamente (etnográficamente) cámaras en el contexto de lo que la antropología colaborativa plantea como acercamiento al sujeto investigado. Se registra y documenta el viaje que realizó la agrupación Intercontinentales Aymarás de Huancané al pueblo de Huancané (Puno-Perú) en 2011, contratada para tocar en la Fiesta de la Chakana (Cruz de Mayo) que se festeja en este lugar conocido como La Cuna del Sicuri. A partir de esta experiencia, nuestra hipótesis es que la mediación de la cámara en la investigación activa una dialéctica reflexiva entre investigador e investigado, complejizando y enriqueciendo dicha interacción.

7. O patrimônio imaterial no cinema

Dra. Marilda Checcucci Gonçalves da Silva, marildacheccucci@hotmail.com, Universidade Regional de Blumenau

Esta comunicação discute o patrimônio cultural imaterial como objeto do filme de Helvécio Ratton "O Mineiro e o Queijo", que traz à tona as contradições que afetam os pequenos produtores de queijo no interior de Minas Gerais, como em outras regiões do Brasil. Considerado um patrimônio cultural brasileiro desde 2008 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o queijo produzido de maneira artesanal a partir do leite cru na região do Serro, Serra da Canastra e Alto Paranaíba, é proibido pelo Ministério da Agricultura de circular em outras partes do país. Essa contradição é revelada pelo autor a partir de depoimentos de produtores, historiadores, sociólogos e comerciantes locais. Através de uma análise fílmica do conteúdo do documentário, da análise da fala dos principais personagens e do conteúdo veículado na mídia, se analisa o papel do cinema como veículo de discussão sobre esse tipo de patrimônio.

8. Este Baile de Cay Cay. Una mirada documental a una etnografía audiovisual

Lic. Daniel González Hernández, daniel.gdaniel@gmail.comUniversidad de Chile

Fiesta, rito, religión y devoción. Música, canto y baile. Sacrificio y risas. Comida y alcohol. Todo aquello se va entramando en esta obra: un documento etnográfico audiovisual sobre la cofradía del Baile Chino de Cay Cay. Tres episodios que recorren las prácticas y testimonios de chinos y sus familiares, que con una devoción a toda prueba reactualizan su ciclo ritual año a año, con el Valle de Aconcagua como telón de fondo. Pretendemos poner en tensión, a partir de un análisis de esta investigación como producto cultural, el cruce de los leguajes del documental y la antropología en su interior, reflexionando sobre las posibilidades metodológicas y teóricas que dichos campos aportan para la constitución de una etnografía audiovisual que contribuya a la comunicación, el desarrollo y la participación social por una parte, y para la activación y apropiación del patrimonio cultural por otra.

9. O cinema pela perspectiva de gênero

Mg. Paula Alves, paula@feminafest.com.br, Festival Internacional de Cinema Feminino

O cinema reproduziu representações do patriarcado, das relações familiares, da sexualidade, determinou padrões de beleza, criou rótulos para pessoas e comportamentos. O cinema influenciou e foi influenciado pelas mudanças na sociedade e pelos movimentos sociais ocorridos, assim como pelo movimento feminista e suas bandeiras desde a libertação sexual da mulher até a maior participação da mulher no mercado de trabalho. Muitos autores da teoria de gênero apontam como pontos fundamentais na conquista da equidade entre homens e mulheres uma mudança na representação da mulher na cultura, na arte e na mídia, e sua inserção igualitária em todos os níveis de hierarquia no mercado de trabalho. Esta pesquisa aborda esses dois pontos na medida em que busca demonstrar e analisar a associação entre a presença da mulher em funções chave nos filmes e o protagonismo nos mesmos. Para tanto, apresenta uma análise da evolução da participação de mulheres nas equipes dos filmes brasileiros de longa-metragem lançados entre 1961 e 2010, e utiliza técnicas de modelagem estatística para investigar a relação entre o protagonismo e a direção desses filmes com outras funções (roteiro, fotografia e produção) e com outras características dos filmes (gênero cinematográfico, temática, etc.). Apresenta também uma contextualização entre a evolução da participação da mulher no Cinema Brasileiro e em cargos de direção e gerência, na comunicação, na política e no cinema de Hollywood.

10. Buscando nuestro propio camino. Antropología Audiovisual Latinoamericana

Lic. Rodrigo Riffo Morales, afroamericaviva@hotmail.comAlpaca Producciones

Desde que Margaret Mead acuñó en 1960 el concepto Antropología Visual, el proceso de definición disciplinaria ha pasado por diversos momentos y circunstancias, pareciendo no querer terminar de definirse. Es así que al revisar los programas de los diferentes centros de pensamiento y formación en América Latina se aprecia que sigue primando un esfuerzo por explicar qué es y qué se entiende por esta rama, subdisciplina o corriente. Por su parte, resulta muy interesante lo que ha sucedido en la última década, donde han surgido especializaciones de posgrado y espacios académicos con diferentes nomenclaturas (laboratorio, archivo, núcleo, programa), generando una plataforma que, aunque incipiente, alimenta la reflexión en el campo a través de proyectos de investigación y aplicación que por lo general han superado el desarrollo mismo del análisis antropológico.  En este trabajo, en base a diversas discusiones que se han desarrollado en congresos, charlas y mesa redondas en los últimos años, intentamos analizar por qué en el campo de la discusión regional subsiste una poco definida convivencia respecto al rol y la definición propia de la Antropología Audiovisual como corpus de conocimiento, describiéndosela como anclada a la investigación desde la antropología social, una subdisciplina, y por otro lado entendiéndola como una herramienta de la Antropología Social, útil para alcanzar los objetivos teórico-metodológicos de la disciplina. En base a esta interrogante, nos preguntamos, ¿Es posible una antropología audiovisual propia en Latinoamérica?

11. A história do monstro Kátpy: refletindo sobre o que é ser Indio e videasta indigena no Brasil

Dra. Erika Thomas, erthomas@nordnet.fr, Université Catholique de Lille

A história do monstro Kátpy (Kamikia P.T. Kisedje, Whinti Suyá : Indios Kisêdjê, 4min, 2009) é uma curta metragem produzida nas oficinas do projeto Video nas Aldeias pelos indios Kisêdjê cuja historia relata o quotidiano de um indio caçador Kisêdjê da aldeia Ngôjwêrê (Mato Grosso) ameaçado pelo monstro Kátpy tambem chamado "indio feio". A partir da historia contada e ilustrada pelas imagens de ficção, o imaginario social dos indios Kisêdjê é colocado em perspectiva em torno do simbolismo da comida, da fome e da vida. Minha proposta para o congreso III Congreso Latinoamericano de Antropología é analisar A história do monstro Kátpy (a partir do curta metragem projetado e do texto oral) efetuando uma comparação da narrativa audiovisual indigena com narrativas de filmes nacionais sobre os Indios do Brasil (como Yndio do Brasil) para ressaltar uma leitura antropologica (focalizando sobre a âncora simbolica da narrativa coletiva e a questão da identidade/alteridade dentro da ideologia do espaço) e psicanalitica (colocando em perspectiva a funçao de porta-simtoma do monstro e do indio dentro da sociedade brasileira). Na conclusão focalizaremos sobre o que significa simbolicamente o espaço video para os cinestas indigenas, espaço que conceituamos sobre o termo de "hiperespaço".

12. A foto no filme: acervos pessoais e públicos no vídeo portrait

Dra. Clarice Ehlers Peixoto, peixotoclarice@gmail.com, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Nesta comunicação pretendo discutir a inserção de fotografias nos filmes etnográficos, particularmente no gênero vídeo portrait, que entendo como o percurso deum indivíduo em seu universo social e profissional. Na reconstituição da trajetória desse personagem, a imagem fotográfica desempenha um papel importante na evocação dos fatos do passado, e dos quais muitas vezes restam apenas fragmentos de memória. Ou seja, ela permite alavancar processos de rememoração e de reconfiguração do passado, pois a proximidade entre memória e fotografia evidencia a situação, pública ou privada, vinculada a esta imagem, mostrando a relação privilegiada entre elas. Assim, a inserção de imagens de acervos fotográficos em um filme cria, fundamentalmente, uma relação com o tempo uma vez que são pausas que remetem ao passado fotografado e que concorrem com o presente do filme. Nesse processo, os acervos fotográficos mudam de estatuto ao serem retirados do seu lugar de conservação: de simples fotografias se transformam em imagens de rememoração, ou de informação, atuando, inclusive, como artefatos históricos porque revelam acontecimentos e práticas culturais de um determinado grupo social, em um dado momento. Assim, na garimpagem desses acervos pessoais, e arquivos públicos, buscamos imagens fotográficas e iconográficas que possibilitem a construção das relações possíveis entre a memória individual e a memória coletiva. Além disso, as fotografias inseridas no filme apontam para a questão da linguagem e a complexidade da relação entre imagens em movimento (contínuas) que englobam imagens fixas (fragmentadas).

13. "Falar de perto": algumas considerações sobre a antropologia filmíca de Trinh Minh-ha

Mg. Vitor Pinheiro Grunvald, vgrunvald@gmail.com, Universidade de São Paulo

Logo no início de Reassemblage, filme de 1982, a narração em voz over pergunta: "Um filme sobre o que?". E responde: "Um filme sobre o Senegal". "Mas o quê no Senegal?". A resposta não é oferecida facilmente ao espectador. Mas a premissa que a subjaz é colocada logo início do filme, antes mesmo da pergunta ser planteada: "Não pretendo falar sobre, apenas falar de perto". Este artigo discute alguns aspectos do que é aqui chamado de antropologia fílmica da cineasta e feminista Trinh Minh-ha. Busco, por um lado, entender em que medida seu projeto de conhecimento se alicerça em uma crítica ao modelo representacional classicamente adotado na história da antropologia ocidental. Por outro lado, almejo explicitar suas posições teórico-metodológicas como alternativas possíveis ao fazer antropológico. De fato, argumento que tanto os filmes quanto textos ou entrevistas dessa autora/cineasta se aproximam de um tipo de prática de conhecimento que foge ao realismo e se aproxima do surrealismo etnográfico, para utilizar a expressão de James Clifford. Adicionalmente, procuro traçar algumas relações entre os procedimentos oferecidos pela obra de Trinh Minh-ha e as reflexões levadas a cabo, em nossa disciplina, por antropólogos como Michael Taussig, Stephen Tyler, Marilyn Strathern e Donna Haraway.

14. Antropologia Visual e Compartilhada em Cidade Tiradentes - São Paulo

Lic. Carolina Caffé, carolina.caffe@gmail.com, Instituto Pólis

Esta comunicação pretende apresentar a experiência da realização de um filme etnográfico junto a artistas ligados ao Hip Hop em Cidade Tiradentes, distrito da Zona Leste de São Paulo, considerado o maior conjunto habitacional popular da América Latina. A realização do curta-metragem Lá do Leste (2010), e do média-metragem A arte e a rua (2011), foram pensadas como formas de aproximação com a experiência artística e urbana em Cidade Tiradentes, tendo como foco o diálogo da arte de rua com as transformações do espaço urbano. O processo de criação dos filmes tem início a partir de um mapeamento sócio-cultural que resultou em um site interativo (www.cidadetiradentes.org.br) (2009), desenvolvido junto com pesquisadores-moradores da região, que usou o registro audiovisual como principal instrumento metodológico. O objetivo do trabalho foi contribuir para o fortalecimento da cidadania cultural dos moradores da Cidade Tiradentes; revelar e potencializar os saberes, fazeres e poéticas culturais do bairro a partir do estímulo à reflexividade dos próprios agentes locais sobre suas práticas e interlocução entre diferentes grupos e dinâmicas locais. Discutiremos a metodologia utilizada na produção do site e do filme, o conceito de antropologia compartilhada (Rouch) que inspira os trabalhos, as experimentações com o que chamamos de "câmera-bastão", e outros recursos tecnológicos envolvidos. A ampliação e democratização da comunicação audiovisual, a produção e difusão massiva de materiais audiovisuais caseiros sugerem ao estudo antropológico novos desafios metodológicos e teóricos, como pensar os "cruzamentos e tensões gerados entre a antropologia audiovisual e as propostas teóricas, metodológicas e práticas da comunicação e do cinema documental".

15. Anti-documentário e perspectivismo: estratégias para fazer e olhar filmes (não) etnográficos

Lic. Eliska Altmann, eliskaaltmann@gmail.com, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Folia no morro (2008) é um filme de Arthur Omar sobre a Folia de Reis no morro Dona Marta, situado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Captadas ao longo de 13 anos (de 1995 a 2008), suas imagens congregam uma simultaneidade de novas e velhas tecnologias. Andarilho (2007), de Cao Guimarães, é um documentário sobre homens que andam, personagens e atores de si próprios e do mundo; tipos que não queremos ver ou, mais ainda, que tornamos invisíveis da realidade, e que tampouco nos são dados a ver em outras formas midiáticas. Embora combata certo tipo de filme científico, inscrito no "modelo sociológico", perpassado de empirismo, Folia no Morro tem como objeto um fenômeno de caráter antropológico, por excelência. Andarilho, por sua vez, manifesta diversas possibilidades de devires e existências a partir de uma cultura errante. Com base nesses dois materiais brutos e a partir das categorias de anti-documentário e perspectivismo - a primeira criada pelo diretor do primeiro filme ainda na década de 1970, e a segunda defendida pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro - discutiremos duas formas de fazer e olhar filmes (não) etnográficos, nos limites de suas propostas estéticas.

16. Memoria hecha cuerpo, un ejercicio de etnografía visual en contextos de acción colectiva

Mg. Juan Pablo Donoso Alliende, juanpablo1704@yahoo.com, Universidad de Chile

En esta exposición presentamos un corto documental etnográfico junto algunas reflexiones  surgidas a partir del uso de herramientas audiovisuales para la investigación de la acción colectiva. Nuestro contexto de investigación corresponde a las multitudinarias movilizaciones efectuadas desde el 2011 para lograr el fin al lucro en la educación chilena. Nos focalizamos en el caso de Carlos, actor que participa en las marchas, encarnando al ex presidente socialista Salvador Allende (fallecido durante el golpe de Estado del 11 de septiembre  de 1973). Concretamente realizamos un trabajo de observación audiovisual del proceso de transformación de Carlos en el ex presidente y de las interacciones surgidas con otros asistentes a las marchas. En este sentido las herramientas audiovisuales posibilitaron dar cuenta de prácticas corporizadas que reproducen memorias políticas, además de pesquisar las reacciones de una diversidad de actores frente a un personaje histórico, que aún es objeto de fuertes debates al interior de la propia izquierda chilena. Siguiendo a Melucci comprendemos que cualquier acción colectiva, lejos de constituirse como fenómeno unitario, esta conformada por un conglomerado de actores diversos, que deben negociar continuamente entre si para establecer relaciones de identificación que sostengan su accionar. De esta forma las marchas estudiantiles se constituyen como eventos críticos donde se manifiestan con fuerza los aspectos culturales que han posibilitado su constitución como un actor colectivo. Es así como se vuelven evidentes los aliados, antagonistas, demandas, repertorios de protesta y para el caso concreto de nuestra pesquisa, los referentes simbólicos de un proyecto alternativo a la hegemonía neoliberal de la postdictadura chilena, encarnados en la memoria viva de Salvador Allende.

17. Um cinema brasileiro do ponto de vista de Grande Otelo: raça, corporalidade e gênero em sua performance cinematográfica (1917-1993) 

Lic. Luis Felipe Kojima Hirano, luis.hirano@usp.br, Universidade de São Paulo

Pretende-se analisar a intersecção entre raça, corporalidade e gênero na performance cinematográfica de Grande Otelo. Em seus 70 anos de carreira, Grande Otelo atuou nos mais diversos projetos de cinema brasileiro. Dos filmes de caráter social, no começo da Atlântida, às chanchadas; de Rio Zona Norte, a Macunaíma; de a Nem tudo é verdade, ao Rei do Baralho. Negro de baixa estatura, Otelo ultrapassou as barreiras dos movimentos e gêneros cinematográficos, indo da comédia ao drama, das Chanchadas ao Realismo Carioca, do Cinema Novo ao Cinema Marginal. Ator cujo talhe corporal, a fisionomia e a cor são em tudo opostos àquilo que se convencionou como padrão de beleza no cinema, é um dos poucos que na cinematografia brasileira participou de projetos cinematográficos, às vezes opostos, desempenhando papéis centrais nas tramas dos filmes. Pretende-se, assim, discutir o cinema em diálogo com a antropologia das relações raciais e de gênero, tomando-se a cor, o corpo e o rosto de Grande Otelo, bem como sua performance, como caminhos de acesso à compreensão de projetos estéticos do cinema de gênero, como a chanchada; e do cinema autoral de Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Rogério Sganzerla e Júlio Bressane. Ao percorrer os papéis de Grande Otelo à luz de tantos projetos cinematográficos, argumento que o corpo e a performance do ator são lugar de expressão tanto das descontinuidades, quanto das continuidades entre eles.

18. Agora sou eu que falo! Imagem e representação Pankararu

Lic. Ludmila Farías, ludmilafribeiro@bol.com.br, Universidad Federal do Pernambuco

A realização de filmes etnográficos hoje é de grande importância para as comunidades étnicas. A inserção de materiais tecnológicos como câmeras, celulares, computadores e etc., junto com esse papel de produtor, possibilitou a essas comunidades a realização de vídeos com um olhar diferenciado, mais íntimo para aquilo que se propõe apresentar.  A politização das minorias e a autonomia por partes desses colocou em cheque a questão da representação e da autoridade etnográfica do antropólogo e do discurso monológico presente na Antropologia até então. A maneira como a imagem é apreendida pelo etnólogo/antropólogo mostra a forma como esses compreendem as culturas que estão a estudar sem, no entanto, perceber as nuances por trás de cada imagem. Este trabalho versa sobre a produção audiovisual indígena Pankararu e o conceito de representação como nova concepção de alteridade que se solta das amarras da ideia de identidade/alteridade baseado na representação como a existência da dualidade nós/eles, e passa a ser um contra discurso do outro enquanto si mesmo num processo autorreflexivo.

19. QWOCMAP: (auto)representações de mulheres queer e "de cor" e sua produção audiovisual nos EUA

Mg. Glauco B. Ferreira, glaucoart@gmail.com, Universidade Federal de Santa Catarina

Através de pesquisa etnográfica de doutorado (PPGAS/UFSC), a proposta desta investigação visa a análise de práticas sociais, discursos e auto-representações expressas em meios audiovisuais, realizadas por pessoas que se auto-identificam como "queer women of color", articulada(o)s em torno do "Queer Women of Color Media Arts Project " (QWOCMAP), projeto de treinamento de cineastas e videomakers voltado a mulheres, sujeitos queer, pessoas "de cor" e imigrantes na região de Baía de San Francisco, Califórnia, Estados Unidos. Assim a proposta da pesquisa se engaja na observação e participação nas atividades deste grupo, em seus cursos e demais eventos, tais como o "Queer Women of Color Film Festival", festival de cinema e vídeo por ela(e)s promovido anualmente. A pesquisa busca assim perceber como estas iniciativas se relacionam para produção de sentidos locais e auto-representações, em meios audiovisuais sobre as "queer women of color", ao mesmo tempo em que se busca refletir sobre estas criações e sobre seu contexto de produção enquanto campo de disputas. Este campo se apresenta como fértil para investigação, considerando que nele possivelmente se configuram diversos processos e modos de subjetivação para constituição de sujeitos, provavelmente entrecruzando marcadores de diferenças em intersecções, acionados a partir de hierarquizações entre categorias (entre gênero, sexualidade, "raça/etnicidade", nacionalidade e cultura).

20. Herzog antropólogo: cinema, homem e mundo

Lic. Eric Silva Macedo, eric.macedo@gmail.com, Universidade Federal Fluminense

Os filmes de Werner Herzog se prestam (talvez, como poucos) à extração de um conceito particular de homem; eles expressam, nesse sentido, uma antropologia (num sentido amplo). Talvez seja interessante, contudo, conectar o pensamento de Herzog com algumas questões antropológicas (no sentido estrito, da disciplina). Este trabalho busca justamente criar algumas pontes entre os problemas suscitados por parte da filmografia de Herzog e alguns temas antropológicos, especialmente no que diz respeito à relação entre cultura e natureza, homem e mundo. A intenção é apontar a possibilidade de enxergar esses filmes em seu caráter cosmopolítico (Stengers). Seguiremos de perto, ainda, a seguinte observação de Deleuze: "... se o mundo se tornou um cinema ruim, no qual já não cremos, um verdadeiro cinema não poderia contribuir para nos restituir razões de crer no mundo e nos corpos desfalecidos? O preço a pagar, tanto no cinema quanto noutra parte, sempre foi um afrontamento com a loucura". A partir de filmes como "O homem Urso" e "Aguirre", entre outros, propomos uma análise do personagem herzoguiano em sua relação com a loucura, buscando ainda pensar estes filmes como tentativas de criar conexões homem-mundo. 

21. Experiencia urbana y relatos cotidianos: visiones y emociones en la ciudad de Concepción

Dr. Rodrigo Ganter, rganter@udec.cl, Universidad de Concepción

Dr. Rodrigo Herrera, rherrerao@udec.cl, Universidad de Concepción

En la presente, queremos exponer los resultados de un trabajo de carácter experimental realizado en la ciudad de Concepción durante el 2010. En el marco de un proyecto de investigación financiado por la Universidad de Concepción, nos decidimos a incorporar el soporte audiovisual en una de sus fases para así dar con relatos anónimos de transeúntes en torno a las experiencias sensibles sobre su vivir en la ciudad. Para ello, creamos en contextos urbanos de alta circulación de viandantes un espacio y tiempo singulares que aunara sorpresa con reflexividad en la elaboración de discursividades que vincularan ciudad con vivencialidad en lo que es la experiencia urbana de Concepción. A ello le denominamos el "contenedor urbano", un cubículo desmontable con una cámara en su interior con la cual los transeúntes interlocutaban a partir del impulso de la pregunta: "¿Cuál es tu Concepción?" El registro en términos audiovisuales nos permitió trabajar el material recopilado con posterioridad con mayor detención, de manera de organizarlo en función de las variables que fueron surgiendo con mayor fuerza en los relatos. Más allá entonces de las variables sociales tradicionales como género o edad, quisimos componer una obra mayor fragmentada en cinco partes, aludiendo a cinco categorías que surgieron en los propios relatos recopilados. Queda retratado que el producto final no es un documental en su expresión más nítida. Tampoco es una película, ni una serie de cortometrajes de ficción. Es, a nuestro entender, la puesta en escena de una experiencia urbana con autoría visible que remite a la producción de otras experiencias urbanas anónimas a través del uso del lenguaje audiovisual. De ahí nuestro afán de sociabilizarla: para que sea visualizada.

22. Tudo é rua na vida: o cinema e a cidade em Transeunte

Dra. Ana Paula Alves Ribeiro, anapalvesribeiro@gmail.com, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Transeunte é o primeiro filme de ficção dirigido por Eryk Rocha. Filho dos cineastas Glauber Rocha e Paula Gaítan, Eryk já havia dirigido "Rocha que voa" (2002), Intervalo Clandestino (2006) e Pachamama (2008), assim como a série de curtas documentários para a internet Viaje ao SoL (13 episódios, 2011). Com Transeunte, filmado em película e em preto & branco, Rocha nos apresenta Expedito, um homem simples, aposentado, morador do Centro da cidade do Rio de Janeiro. Expedito, segundo a sinopse, perdeu os laços com a vida e caminha. Nas ruas do Centro, em qualquer horário, Expedito caminha e é a partir dos deslocamentos de Expedito que o conhecemos melhor e a cidade em que ele vive. Este caminhar de Expedito, nos apresenta a uma dupla verdade: Expedito caminha, e vivencia histórias que não são suas, conflitos e dramas urbanos que pouco tem a ver com sua história, passando despercebido, sem falar, mas muito atento ao que acontece ao seu redor. Assim como ele observa as pessoas pelas quais passa cotidianamente, somos ao mesmo tempo apresentados a história de Expedito, seu drama e o alheamento que uma metrópole pode produzir em seus moradores. A cidade apresentada por Rocha é uma cidade fora do eixo, fora do espaço, deslocada, podendo ser qualquer lugar, estando Expedito em qualquer metrópole. A experiência, para além do visual, faz com que se destaque o desenho de som e trilha sonora, que agregam elementos importantes ao próprio ofício de um antropólogo: os sentidos em alerta, a memória, o olhar e o ouvir como uma construção. Transeunte é um filme de camadas, no qual diversas perspectivas se encontram, criando uma ausência de fronteiras entre a ficção e o documentário, entre a antropologia e o cinema. São estas perspectivas que serão apresentadas neste trabalho.

23. Reflexões etnográficas sobre uma autorrepresentação audiovisual dos índios Paresi

Lic. Lorena França, alorenafranca@gmail.com, Universidade Federal Universidade Federal do Rio de Janeiro

Este trabalho apresenta reflexões sobre o modo como os índios Paresi, integrantes de um projeto de documentação audiovisual, elaboram um discurso sobre si mesmos durante a construção de um filme. O contexto se dá no âmbito do programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, do Museu do Índio, que objetiva a capacitação de indígenas para a realização de uma pesquisa audiovisual sobre aspectos de sua própria cultura. Minha dupla inserção entre os Paresi - como coordenadora do programa e antropóloga - me permite acompanhar etnograficamente o que os jovens pesquisadores escolhem para se tornar imagem e como suas escolhas se encontram articuladas dentro da sociabilidade do grupo. Nesse processo, eles constroem e definem uma narrativa a ser contada sobre "quem são" os Paresi, situados do ponto de vista mítico, histórico e político. A origem da etnia, o contato com Marechal Rondon, a vida cotidiana entre a aldeia e a cidade e desafios de novos usos da terra na relação político-econômica com a fronteira agrícola são retratados no roteiro de filmagem. A elaboração desse discurso em imagens se dá em dois momentos: um, durante as filmagens, em que os pesquisadores mobilizam boa parte da comunidade, gravando narrativas sobre diversos aspectos da vida dos Paresi; e em outro momento, na ilha de edição, quando escolhem quais imagens e depoimentos são mais relevantes para compor a narrativa do filme. Ressalto ainda que as etapas de realização do programa são permeadas de uma constante negociação dos desejos das pessoas envolvidas e, portanto, as imagens filmadas e editadas tornam-se o resultado de trocas de perspectivas e saberes. Destarte, a fabricação dessas imagens, embora tenha surgido num contexto de documentação, não pode ser compreendida como ato de captura, mas antes como ato de transformação.

24. As melhores coisas do mundo, antes que o mundo acabe: olhares femininos sobre uma determinada juventude urbana

Dra. Marta Campos, radiocapelinha@terra.com.br, Universidade Federal da Rio Grande do Sul

As imagens e histórias cinematográficas têm sido uma importante instância pedagógica relativamente às práticas e culturas juvenis, pois têm uma circulação que ultrapassa as salas de exibição, ganhando pequenas e grandes telas. Aqui partimos do pressuposto de que estas narrativas podem ser tomadas como 'interrupções multimidiáticas' a que estão expostos jovens em circulação nas metrópoles e pesquisadores no desenvolvimento de etnografias urbanas ditas pós-modernas e que as mesmas estão implicadas na construção de identidades e culturas juvenis. A partir dos Estudos Culturais e dos Estudos da Cultura Visual, busca-se compreender como tais jovens tomados como 'catadores de imagens e histórias' 'reciclam' tais fragmentos/resíduos para constituírem suas identidades e culturas. São focadas duas produções cinematográficas brasileiras recentes, dirigidas por mulheres, envolvendo narrativas sobre uma determinada juventude urbana contemporânea - Antes que o mundo acabe, e As melhores coisas do mundo. A opção por estes filmes deve-se à recorrência das referências feitas por jovens que circularam pela cidade de Porto Alegre, durante observação em campo para produção de pesquisa de doutorado onde se buscou identificar práticas de escuta juvenis e panoramas sonoros da metrópole. Outros fatores peculiares a estas duas produções foram considerados na sua escolha para este recorte: permanência por longo tempo nas salas de exibição da capital gaúcha; terem como temática a própria juventude; e as narrativas dos garotos e garotas destacarem o fato de serem dirigidas por mulheres e terem de alguma forma sido produzidas a partir de narrativas juvenis como motivo para 'ver o filme'. Através da análise busca-se mostrar a produtividade dessas produções cinematográficas como elementos que compõem o mosaico de identidades e práticas sobre juvenis, bem como tensionar possíveis relações entre um olhar feminino sobre a tal juventude urbana e a relevância atribuída pela mesma a tais produções.

25. Caminhando pelas bordas: Uma análise antropológica de O homem urso, de Werner Herzog

Mg. Rita de Cássia da Silva Leão, ritadca@yahoo.com.br, Universidade Nove de Julho

O objetivo deste artigo é analisar no filme O homem urso (2005), de Werner Herzog, a indissociabilidade entre as noções de natureza e cultura e compreender as situações-limite as quais são levadas suas personagens. Em seus primeiros longas metragens, as personagens centrais desafiam a natureza: um deles literalmente corta a floresta amazônica para arrastar um navio de um rio ao outro. Outro comanda uma expedição insana pelos confins da floresta em busca do Eldorado. Em O homem urso, o ambientalista Timothy Treadwell explicita a discussão ao aproximar-se de um urso pardo e colocar em risco a própria vida. O cineasta compõe o filme com as filmagens de Treadwell, que fora ao Alasca para viver, desarmado, entre os animais. Em outubro de 2003, os restos mortais dele e de sua namorada foram encontrados pelo piloto que deveria trazê-los de volta. O casal fora devorado por um urso. A partir deste documentário, podemos fazer as seguintes indagações: qual é o limite do humano? Até que ponto podemos nos aproximar de animais selvagens sem perder a vida? Para tanto utiliza-se, principalmente, as obras de Claude Lévi-Strauss, cujo mote principal é desvelar a antinomia e propor a complementaridade entre noções aparentemente apenas opostas: natureza e cultura, vida e morte, arte e ciência, profano e sagrado, espaço e tempo, etc. Dessa forma, demonstra que as oposições nunca são absolutas ou, muito menos, contínuas, mas sim, complementares. Nos volumes das Mitológicas, o pensador mostra nos mitos o entrelaçamento entre natureza e cultura - a mulher transforma-se em rã, o jaguar em homem, etc. A partir da leitura destes filmes, o itinerário de Werner Herzog para mostrar como seu trabalho transformou-se no decorrer das duas últimas décadas, mantendo-se em consonância com os temas e propósitos que o tornaram uma referência entre os anos 60 e 80.

26. El museo regional de antropología Estrella de Piedra, provincia de Córdoba, Argentina: construyendo estrategias audiovisuales de participación, investigación, conservación y uso social del patrimonio arqueológico

Lic. Jerónimo Angueyra, jeronimo_angueyra@hotmail.com, Universidad de Buenos Aires

Durante el año 2011, el Museo Regional de Antropología Estrella de Piedra ha desarrollado un conjunto de acciones y proyectos en el campo de la integración de actores sociales institucionales y comunitarios, en torno a la investigación, la conservación y el uso público del Patrimonio Regional. La edificación sostenida de redes de cooperación comunitaria e institucional, y las actividades materializadas a partir de estas, permitieron explorar la construcción participativa de estrategias de manejo patrimonial, posibilitando el ejercicio de políticas públicas de sustentabilidad a partir de la colaboración de las instancias administrativas Provinciales y Municipales, y las comunidades locales a nivel Regional. Para este propósito, el MRA-EP ha centrado sus recursos en el desarrollo de tres ejes de acción, la  Gestión para la Cooperación Interinstitucional y Comunitaria, la Investigación Acción Participativa, y la Extensión Educativa. En esta tarea, el uso de medios y tecnologías audiovisuales ha permitido la documentación exhaustiva del proceso de participación social construido, permitiendo también su utilización como herramienta de interacción, integración y generación de vínculos sociales tanto hacia el interior de la comunidad, como con organismos Públicos y Civiles a escala Regional y Provincial. A través de estos ejes, los espacios de construcción y participación permitieron el desarrollo del Taller de Realización Audiovisual -junto a los alumnos de 4º y 6º año del Instituto Provincial de Educación Media Nº 76 (IPEM-76)-, la intervención y rescate de restos óseos humanos en las Municipalidades de Villa Rumipal y Santa Rosa.

Jueves 26 de abril de 2012

Compartir:
http://uchile.cl/s81101
Copiar

Enviar

Nombre Destinatario:
E-mail Destinatario:
Su nombre:
Su e-mail:
Comentarios: