Departamento de Antropología

S23. Movimientos indígenas y sus aportes al debate político en América Latina

Día Horario Sala Sede Dirección
Miércoles 7 13:00-18:40 UA 13 Universidad Academia de Humanismo Cristiano Condell 343 (ver mapa)
Jueves 8 09:00-18:40 UA 12 Universidad Academia de Humanismo Cristiano Condell 343 (ver mapa)

 

Sessão 1 – dia 7 (tarde)  
  Mariana da Costa A. Petroni. Política indígena nacional - as lideranças indígenas e a União das Nações Indígenas
Amiel Ernenek Mejía Lara. Ser a cultura ou "estar na cultura"? Um questionamento indígena ao indigenismo brasileiro
Barbara Maisonnave Arisi, Marcos Alexandre dos Santos y Guzmán Chaves. Etnografía de las demandas indígenas en la Rio+20: Cosmopolíticas en eventos globales
Aloir Pacini. Alguns fios de uma trama-rede indígena a partir do Mato Grosso
Johnny Alarcón Puentes. Dinámicas de continuidades y cambios en el poder político de la sociedad Wayuu
Denia Román Solano. As contra (dicções) do relativismo político: os Ulwas e a Autonomia no Caribe Nicaraguense
Félix Pablo Friggeri. Alteridad constitucional. Nuevo constitucionalismo y principios indígenas: de la incoherencia a la revolución
Sessão 2 – dia 8  (manhã)  
  Verónica Samanta Guiñazu. Agencia y resistencia indígena. Un análisis sobre el relevamiento territorial de comunidades indígenas en la provincia de Rio Negro
Ángel Ivan Salcedo Gómez. La humanidad como un árbol en el mundo
Guilherme L J Falleiros. Predando a dádiva do Estado
Marcelo Yokoi. Pensando os outros: a ação cosmopolítica Awá-Guajá
Daniel Calazans Pierri. No caminho do Sol
Antonio R. Guerreiro Júnior. Chefes, caraíbas e autoridades: a política ritual Kalapalo e suas transformações (Alto Xingu, Brasil)
Renato Sztutman. Fundamentos proféticos da ação política ameríndia
Sessão 3 – dia 8 (tarde)  

José Glebson Vieira. Política indígena e indigenismo oficial: produção de unidades políticas e faccionalismo nos Potiguara da Paraíba
Eleana Paola Catacora Salas. Rondas campesinas no Peru
Florêncio Almeida Vaz. Movimentos indígenas emergentes na Amazônia brasileira
Kelly Emanuelly de Oliveira. Os desafios do movimento indígena no Nordeste - Refletindo a experiência da Apoinme
Camila Mainardi. Antes e depois da demarcação territorial: questões sobre a política tupi guarani
Aline Castilho Crespe. Quando o tekoha vai para a estrada? Reflexões sobre política, uso do espaço e sociabilidade Kaiowa
Ugo Maia Andrade. Rio São Francisco e Belo Monte urgente! Ativismo indígena versus desenvolvimentismo estatal

 

Coordinado por:

Mg. Spensy Kmitta Pimentel, spensy@gmail.com, Universidade de São Paulo 

Objetivo general

El simposio tiene como objetivo reunir trabajos que tengan en cuenta el universo de las relaciones que los colectivos amerindios están tejiendo en el debate político en América Latina.

Palavras claves: movimientos indígenas; política latinoamericana; formas políticas amerindias; indígenas en América Latina; autonomías indígenas

Resumen
Nas últimas duas décadas, algumas experiências políticas ameríndias tiveram maior repercussão na imprensa internacional, como é o caso dos zapatistas de Chiapas, o movimento indígena na Bolívia e a nova Constituição desse país, ou a intensa participação dos movimentos indígenas no processo político-eleitoral em nível nacional no Equador. Há, contudo, ainda, uma miríade de experiências em nivel local e regional que são menos conhecidas, mas nem por isso menos “boas para pensar”.

O simpósio está interessado nos novos conceitos e reflexões teóricas que estão surgindo para dar conta dessas experiências políticas, capitaneadas pelos coletivos ameríndios. Também está interessado em trabalhos que aclarem a relação desses movimentos políticos atuais com a história desses grupos e com as diversas tradições ameríndias de conhecimento e ação. Interessam-nos as reflexões sobre a incidência dessas ações ameríndias sobre o debate político em qualquer nível, seja local, regional, nacional e internacional.

O interesse pelo tema diz respeito ao reconhecimento de que os movimentos indígenas latino-americanos têm promovido, em suas práticas, uma autêntica “descolonização epistêmica”, segundo muitos, “revolução teórica”, de acordo com alguns, e, ainda, uma “refundação da democracia”, ou mesmo da política do Ocidente, com especial inflexão sobre a política do continente, nas últimas duas décadas.

Além de etnografias e reflexões delas decorrentes, são bem-vindas revisões bibliográficas e documentais que dêem conta do mapeamento do impacto dessas experiências políticas sobre o debate acadêmico, na imprensa e nos meios políticos, jurídicos ou intelectuais.

Este simpósio está relacionado ao trabalho do grupo de pesquisas sobre Políticas Ameríndias, no Centro de Estudos Ameríndios (Cesta-USP), e também é um desdobramento do GT “Autonomias Políticas, Descolonizações Epistêmicas e Pluralismos Jurídicos: Transformações Etnográficas”, realizado na IX Reunião de Antropologia do Mercosul, em 2011.

1. Política indígena nacional - as lideranças indígenas e a União das Nações Indígenas

Mg. Mariana da Costa A. Petroni, marianapetroni@hotmail.com, Universidade Estadual de Campinas

No final da década de 1970 no Brasil, durante o regime militar, surgiu no país a União das Nações Indígenas - UNI, um movimento político composto por líderes indígenas de diversos grupos étnicos, que tinha como principal objetivo defender os direitos indígenas a nível nacional. Esse movimento surgiu dentro de um contexto no qual diversos grupos indígenas se encontravam em assembléias organizadas pela Igreja católica, ao mesmo tempo em que apareciam diversas organizações pró-indígenas, conformadas por antropólogos, advogados, e etc. que promoviam ações políticas e sociais em favor da população indígena do país.Esse movimento foi orquestrado por lideranças indígenas nacionais que eram reconhecidas no meio das organizações pró- indígenas do período como "índios da cidade" - que sabiam falar e escrever em português, conviviam com a realidade urbana não indígena, e como membros de diferentes grupos pretendiam criar um movimento nacional de mobilização de todos os povos indígenas do país. A partir desse contexto, esse trabalho pretende pensar o papel dessas lideranças indígenas brasileiras e a incidência de seu discurso e sua ação política sobre o debate nacional sobre a "questão indígena" durante o fim da ditadura militar. Desde uma perspectiva singular na qual se pensava e se criava uma política indígena através de um contexto pluriétnico, onde múltiplos pontos de vista culturais incidiam nesse campo de negociação e disputa.

2. Ser a cultura ou "estar na cultura"? Um questionamento indígena ao indigenismo brasileiro

Mg. Amiel Ernenek Mejía Lara, ernenek13@gmail.com, Universidade Estadual de Campinas

Nos diversos processos políticos atuais dos indígenas do Nordeste brasileiro, um dos argumentos das sociedades regionais para questionar a legitimidade de suas demandas é que são não são "índios puros" e como tais não deveriam ser inseridos nos benefícios que o indigenismo brasileiro oferece a eles como "um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional".Porém, esses indígenas do Nordeste, ao ser reconhecidos pelo Estado brasileiro como povo indígena, têm sido inseridos numa política indigenista que se baseia num índio canônico ou genérico que leva inserida uma proposta de cultura sobre a qual as políticas indigenistas são definidas.Este trabalho propõe apresentar as contradições que essas políticas mantêm no contexto dos Tupinambá de Olivença, localizados no sul do estado de Bahia no Nordeste brasileiro para, desde uma leitura etnográfica, documentar esse campo de disputa, o que leva a discutir o conceito de " estar na cultura", cunhado pelos Tupinambá como a forma de definir o processo de seu reconhecimento como indígenas, um conceito que define, numa chave contrária à do indigenismo brasileiro, o que é a cultura.

3. Predando a dádiva do Estado

Dr. Guilherme L J Falleiros, gljf.usp@gmail.com, Universidade de São Paulo/ Centro de Estudos Ameríndios

Trata-se, aqui, da predação a'uwẽ-xavante (povo indígena do Brasil Central falante de língua Jê) em sua relação estrutural-conjuntural com a dádiva do Estado brasileiro. Compreende-se assim a predação como um movimento característico de busca e apreensão de potências cuja origem é o Estado, como captura e familiarização de poderes cosmopolíticos. No plano teórico, equacionam-se teses de autores como Pierre Clastres e Marcos Lanna sobre a relação entre Contra-Estado e Estado. Acrescenta-se, assim, um elemento para se pensar a diversidade de relações entre povos ameríndios e Estado na América Latina. A noção de predação parte da idéia de "predação ontológica", constituinte do regime geral de subjetificação  ou personificação na Amazônia indígena, conforme Viveiros de Castro. Nesse sentido, ela também é concebida como uma modalidade de dádiva, uma dádiva negativa, já que inverte seus pólos. Não se deve obliterar as relações de poder envolvidas no dom se, como diria Mauss, o doador,através da dádiva, tem poder sobre o beneficiário, sugerindo uma superioridade política e moral implícita no ato de dar, ligada também ao ato de tomar a iniciativa. Todavia, na economia simbólica da predação a'uwẽ-xavante a iniciativa encontra-se muitas vezes nas mãos do tomador, do predador. De modo que sugere-se que a predação tem um elemento de contra-­poder. Leve-se em conta a crítica de Lanna à noção de ausência de reciprocidade da chefia ameríndia de Clastres, no sentido de que dádivas unidirecionais podem envolver contra-dádivas  também  unidirecionais - isto é, não tanto uma troca quanto fluxos de dádivas em direções opostas que não se cancelam reciprocamente, gerando dívida dos dois lados (um endadivamento recíproco). Por outro lado, se o Estado é, como propõe Lanna, endividado e, portanto, dadivoso, a predação parece constituir um movimento contra o Estado. Se não há Estado propriamente institucionalizado, havendo uma "região do poder" de onde fluem dádivas, pode-se ver na predação uma atitude de inversão - e captura - deste poder da dádiva.

4.  La humanidad como un árbol en el mundo

Mg. Ángel Ivan Salcedo Gómez, salcedo_salcedo@hotmail.com, Universidad Nacional Autónoma de México

Esta ponencia hace una reflexión de cómo a partir de los árboles que aparecen en las láminas 49, 50, 51, 52 y 53 del Codice Borgia de la cultura náhuatl clásica, es posible identificar una propuesta teórica y práctica de humanidad lo cual significa/representa una forma de organización política. Se hace un análisis de la imagen/cuerpo del árbol como símbolo, arquetipo y forma de pensamiento. A partir de ello se desarrollan una serie de conceptos que nos llevas a proponer a los árboles, pilares que sostienen la bóveda celeste en cinco puntos diferentes (norte, sur, oriente, poniente y centro), como elementos fundamentales en la organización política y religiosa de la cultura náhuatl clásica del altiplano central. Es a través de estos rumbos mediante los cuales las entidades viajan al mundo de los hombres para que sus designios sean cumplidos a través de sus dirigentes. De esta manera la simetría del orden universal corresponde al orden terrenal por disposición de sus gobernantes, cumpliendo estos la actividad de mediadores entre lo divino y lo terrenal.

5. Etnografía de las demandas indígenas en la Rio+20: Cosmopolíticas en eventos globales

Dra. Barbara Maisonnave Arisi, barbara.arisi@gmail.com, Universidad de Integración Latino-Americana

Dr. Marcos Alexandre dos Santos Albuquerquemarcosdada@yahoo.com.br, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Lic. Guzmán Chaves, guzman.chaves@gmail.com, Universidad de Integración Latino-Americana

Nuestro artículo, presenta una etnografía acerca de las demandas indígenas realizadas durante el evento Rio + 20, de preferencia en los espacios de acción referentes a movimientos sociales tales como la Cupula dos Povos y el Acampamento Terra Livre. El foco del artículo son los conceptos, prácticas y representaciones presentes en discursos y perfomances indígenas. Durante el mes de junio de 2012, acompañamos el modo en que las lideranzas indígenas utilizan conceptos que la Antropología ha definido como sus filosofías y cosmologías. Buscamos comprender estos movimientos políticos y contemporáneos para describir dimensiones más complejas que buscan acompañar la manera en que conceptos considerados indígenas son accionados y articulados en arenas de debate global, donde cuestiones relacionadas al desarrollo y al medio ambiente son definidas. Esta investigación pretende contribuir a reflexiones sobre dichos conceptos, por ejemplo, el buen vivir, o "suma qamaña" de los aymaras o el "sumak kausay" de los quéchuas, entre otros.

6. Agencia y resistencia indígena. Un análisis sobre el relevamiento territorial de comunidades indígenas en la provincia de Rio Negro

Lic. Verónica Samanta Guiñazu, samantaguinazu@hotmail.com, Universidad de Buenos Aires

El presente trabajo se contextualiza dentro del proceso de aplicación de la Ley Nacional de Emergencia Territorial 26.160 (y su prorroga la 26.554) en la provincia de Rio Negro, y pretende, principalmente investigar acerca de la influencia que la aplicación de dicha ley tuvo en cuanto a la participación indígena mapuche en sus diversas formas, dentro de las organizaciones reconocidas estatalmente (CPPM, CODECI, CAI, INAI, ETO), así como también en la participación dentro de diferentes organizaciones que participan o presionan en torno a la aplicación y producción de políticas indigenistas locales. En estrecha relación con lo anterior, se pretende indagar también sobre la influencia que esta agentividad y participación tuvo en las reformulaciones de dicho programa de relevamiento territorial y en la conformación del Equipo Técnico Operativo que realiza el relevamiento. En el marco de la implementación de esta ley y, principalmente, en relación a la etapa posterior al parlamento del pueblo mapuche llevado a cabo en Marzo de 2011 em Ingeniero Jacobacci se busca, en el presente trabajo, trabajar con los activistas mapuche que se sumaron a las organizaciones dependientes de la gobernación a partir de este momento para indagar sobre cuál es su perspectiva con respecto a la ley, así como también indagar sobre las causas de la participación en estos espacios en los que antes no se veían representados o no estaban interesados en participar. Así como también con los técnicos participantes del relevamiento.

7. Alguns fios de uma trama-rede indígena a partir do Mato Grosso

Dr. Aloir Pacini, aloirpacini@gmail.com, Universidad Federal de Mato Grosso

Abordarei a articulação dos indígenas do Mato Grosso para que não seja assinada a Proposta de Emenda Constitucional 215, no Brasil, e a mobilização para a participação na Cúpula dos Povos no Rio de Janeiro e o consequente documento elaborado. Percebo que o fundamento dessa postura indígena de resistência ao modelo desenvolvimentista brasileiro está no paradigma do "bem viver" que encontrei como princípio nas culturas indígenas com as quais já mantive trabalhos de pesquisa. Este parece ser um momento novo encontrado pelos indígenas para resistir ao projeto de colonização impetrado pelos Impérios de Espanha e Portugal e continuado depois pelos Estados nacionais republicanos. A descolonização epistêmica parece ser necessária para que se possa ser criativo suficiente nas propostas das novas democracias que pensem o ser humano como um todo, não só com direito a votar. O chão deste paper está mais focado no meu trabalho com os Chiquitanos na fronteira do Brasil com a Bolívia.

8. Pensando os outros: a ação cosmopolítica Awá-Guajá

Lic. Marcelo Yokoi, marceloyokoi@yahoo.com.br, Universidade Federal de São Carlos

Partindo das concepções nativas trata-se de pensar o processo contínuo e indiscriminado de invasões das terras onde vivem os Awá-Guajá, povo de língua tupi-guarani habitante da região conhecida como Amazônia Oriental. Assim como em outros contextos etnográficos, os Awá-Guajá enfrentam uma crescente retirada ilegal de madeira perpetrada nas terras indígenas em que habitam (Caru, Awá e Alto Turiaçu), vivendo um momento de intensas lutas e alianças face às ameaças que a exploração econômica traz para a realidade indígena local. É sabido que entre os Awá-Guajá a floresta desempenha um papel fundante, fornecendo não apenas os alimentos necessários para a manutenção da vida, mas todo um pensar, um universo cosmológico vivo: os seres celestes, conhecidos como karawara, descem à terra para caçar e coletar méis, ameaçar a floresta é entristecer (e enfurecer) esses seres. Neste mundo de relações onde os diversos "humanos" estão em permanente contato, o presente trabalho, por meio de pesquisa de campo, buscará analisar as interpretações e concepções que os Awá-Guajá estão dando aos vários agentes presentes em suas terras: madeireiros, outros índios, missionários, funcionários da FUNAI, Ongs e antropólogos.  Como os Awá-Guajá, povo tradicionalmente nômade, "protótipo" de uma sociedade contra-Estado, enxergam as múltiplas facetas do Estado e do universo branco?  

9. Política indígena e indigenismo oficial: produção de unidades políticas e faccionalismo nos Potiguara da Paraíba

Dr. José Glebson Vieira, jglebson@gmail.com , Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Esta comunicação discute a configuração do domínio do político entre os Potiguara da Paraíba. Para tanto, parte da descrição etnográfica dos processos vivenciados por este coletivo indígena em dois contextos: a viagem da liderança principal ao Rio de Janeiro para fazer demandas junto ao órgão indigenista oficial nos anos de 1920 e a instalação de uma unidade local do SPI no seu território em 1932. O referido domínio consiste na produção de uma unidade política condensada na figura do "regente" ou "tuxaua" e na ideia de "liderança", cuja legitimidade depende da articulação do chefe com "cabeças" das famílias das aldeias, constituindo as "turmas", na interface com as ações indigenistas. Visualiza-se aqui, de um lado, a disposição em instaurar um vetor de cristalização, presente na enunciação de um Nós coletivo diante de uma alteridade figurada pelo Estado. De outro lado, a configuração da "turma" revela a definição de contornos de determinado grupo de pessoas, mobilizado, geralmente, nas "parentagens", sob a liderança do chefe, permitindo sua identificação como "o pessoal do chefe". A base da "turma" reside no agenciamento da cognação e no englobamento de um campo relacional mais abrangente próprio, o da "parentagem". A "turma" situa-se num campo de ação que se baseia na habilidade e no trato para o estabelecimento de relações e mediações entre si mesmo e com os outros, e pode deflagrar ações constituídas através da oposição decorrente das disputas pela hegemonia do poder local, gerando, assim, as disputas faccionais, deflagradas por processos políticos que envolvem fissões, traições, feitiços e guerra de agressões.

10. Dinámicas de continuidades y cambios en el poder político de la sociedad Wayuu

Mg.  Johnny Alarcón Puentes, jalarconxxi@gmail.com, Universidad del Zulia

Este trabajo tiene como objetivo determinar los cambios en las relaciones de poder político en la comunidad wayuu  (estado Zulia, Venezuela), a través de la interrelación entre las prácticas y representaciones propias del grupo, y las nuevas establecidas por el contacto con la sociedad hegemónica, para interpretar cómo se mantiene su cohesión, cómo se da la conflictividad y las dinámicas para controlarlas. Partimos de la perspectiva de la Antropología Política para analizar las representaciones y las prácticas que se concretan con el acercamiento a la sociedad hegemónica y la aparición de los nuevos líderes wayuu. Se utilizó el método etnográfico y las técnicas de recolección de información empleadas fueron la observación directa y las entrevistas no estructuradas. Se concluye que las relaciones cada vez más estrechas con las instituciones del Estado, ha dado como resultado la aparición de líderes emergentes en una dinámica de continuidad, cambio y negociación en sus aspectos sociopolíticos y culturales.

11. Rondas campesinas no Peru

Mg. Eleana Paola Catacora Salas, eleanasalas@gmail.com , Universidade Federal Fluminense

Neste trabalho busco investigar as concepções de justiça das rondas campesinas.  As rondas se formaram na década dos setenta, nas comunidades rurais do Peru. Tinham como objetivo acabar com os abigeos (ladrões de gado) e, durante o conflito armado interno, nos anos 80, combateram o grupo Sendero Luminoso. Atualmente, as rondas campesinas têm o objetivo principal de administrar a justiça. Os ronderos "ventilan" problemas da comunidade, como brigas entre familiares, conflitos por territórios, água, heranças, etc. Neste ponto, pretendo compreender a noção nativa de justiça comunal, praticada pelas rondas, em oposição à justiça ordinária -do Estado- que é vista como ineficiente e corrupta. Ao lado desse papel das rondas como "administradoras de justiça", está sua atuação como fiscalizadora de diversas instituições do Estado. Em suma, as formas de administrar justiça, os diferentes tipos nativos de justiça, a maneira de "ventilar" problemas, e o modo como se desenvolve o papel de fiscalização das instituições do Estado, constituem-se os eixos principais para perscrutar as concepções nativas de justiça.

12. Movimentos indígenas emergentes na Amazônia brasileira

Dr. Florêncio Almeida Vaz, florenciovaz@yahoo.com.br, Universidade Federal do Oeste do Pará (Santarém)

Considerada uma região habitada por índios "puros" ou "primitivos", a Amazônia nas últimas décadas também tem sido palco da emergência política povos indígenas dados como extintos ou integrados e uma região onde centenas de povoados passam a se auto-identificar como indígenas, alterando o quadro das relações destas populações com os outros movimentos sociais e com o Estado, que agora se vê pressionado a atender reivindicações por direitos indígenas destes coletivos. Apresentamos uma etnografia da formação de identidades étnicas indígenas como está ocorrendo no baixo rio Tapajós, no Estado do Pará, Brasil, envolvendo 55 comunidades ribeirinhas resultantes do processo de catequese e colonização que se iniciou ainda no século XVII, que já foi chamado de "caboclização". Informada pelos estudos de etnicidade, a investigação, baseada na literatura histórica e em pesquisa de campo, considera os indígenas como sujeitos e não como vítimas do processo histórico. Agindo criativamente através de estratégias variadas, como o silêncio, a superposição, tradução e reelaboração cultural, eles foram capazes de conservar, durante séculos, parte considerável das suas culturas indígenas e uma leve lembrança das suas origens tribais. Através do trabalho educativo de setores da Igreja Católica, iniciado nos anos 1960 e, na virada do século, dentro do contexto mais amplo da conquista de direitos indígenas e de uma conotação mais positiva sobre o ser índio, estes grupos sentiram que havia condições favoráveis e recompensas simbólicas e materiais para assumir sua identidade indígena de forma mais autônoma, o que significou um processo de "descaboclização". E fazem isso lançando mão de um repertório cultural já disponível, como parte da cultura genérica chamada também de "cabocla", que inclui as festas de santo e as crenças e práticas da pajelança (xamanismo), de onde foram retirados os mais destacados sinais diacríticos para a construção da diferença étnica desses indígenas.

13. No caminho do Sol

Lic. Daniel Calazans Pierri, danibas@gmail.com, Universidade de São Paulo/ Centro de Estudos Ameríndios

A partir da experiência em dois estudos de Identificação e Delimitação de Terras Indígenas Guarani no Estado de São Paulo, Brasil, realizados para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI/MJ), buscamos refletir a respeito dos fundamentos cosmológicos de apreensão do espaço entre os Guarani-Mbya, desenvolvendo o conceito nativo de yvy rupa, termo que significa literalmente suporte ou plataforma terrestre. Na chave trabalhada na minha pesquisa de mestrado, a partir da qual se percebe a atribuição de um comportamento paradigmático por parte dos heróis míticos Kuaray (Sol) e Jaxy (Lua), buscaremos mostrar como a história mítica que narra a caminhada desses dois demiurgos desde o local que os Guarani consideram como o centro da terra (yvy mbyte) e que corresponde à região fronteiriça entre Brasil, Paraguai e Argentina, até o extremo da terra (yvy apy), que coincide com o litoral brasileiro, é a referência primordial para a concepção que esse povo tem do seu território e do cosmos. Os deslocamentos migratórios testemunhados pela historiografia desde o interior do continente até o leste imitam a trajetória do demiurgo Sol e reativam o movimento desse astro, sendo responsável pela manutenção do cosmos. Por fim, discutiremos a forma como a espacialidade guarani-mbya e o conceito nativo de yvy rupa passou recentemente a ser mobilizado em seus discursos políticos culminando com a consolidação de uma organização política supralocal denominada Comissão Guarani Yvy Rupa (CGY).

14. Chefes, caraíbas e autoridades: a política ritual Kalapalo e suas transformações (Alto Xingu, Brasil)

Dr. Antonio R. Guerreiro Júnior,  jrguerreiro@gmail.com, Universidade de Brasília

Este trabalho discute a entrada de não-índios, dinheiro e mercadorias nos rituais mortuários Kalapalo, focalizando seus efeitos sobre a política local. Os Kalapalo são um dos dez povos que habitam o Alto Xingu, um complexo multiétnico e multilíngue articulado por casamentos, comércio e grandes rituais regionais. O maior e mais importante ritual altoxinguano é o Quarup, um rito mortuário patrocinado em memória a chefes e "nobres" falecidos, para o qual são convidados todos os povos da região. Desde a intensificação do contato com a sociedade brasileira na década de 1940, este ritual também se tornou uma ocasião especial para se receber jornalistas, políticos, fotógrafos, pesquisadores, turistas e todos os tipos de "autoridades". O Quarup se tornou uma oportunidade para criar ou reforçar alianças com não-índios (incluindo até mesmo o patrocínio de rituais funerários em honra a brancos falecidos, como ex-presidentes ou personalidades), e negociar recursos materiais como dinheiro, barcos, gasolina, caminhões e mercadorias caras. Neste processo, o ritual mortuário da nobreza gradualmente se tornou uma dobradiça entre o mundo dos brancos e a política (ritual) indígena. Nesta comunicação, analiso situações de conflito relacionadas à entrada dos brancos e seus recursos na organização de alguns rituais. Minha intenção é discutir como os Kalapalo veem o Quarup como uma forma de ação política, esclarecendo alguns sentidos contemporâneos da chefia e seu ritual mortuário no Alto Xingu.

15. "Alteridad constitucional". Nuevo constitucionalismo y principios indígenas: de la incoherencia a la revolución

Dr. Félix Pablo Friggeri, fpfriggeri@hotmail.com, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Al ser incorporados los principios indígenas en las constituciones ecuatoriana y boliviana se ha abierto un camino revolucionario cuyo recorrido requiere, a la vez, de una profunda voluntad política y de una claridad cosmovisional profundamente latinoamericana fuertemente acompañada por construcciones y reflexiones científicas lo suficientemente sólidas y audaces de forma que ese camino sea revolucionario no sólo en lo político sino también en lo epistémico. Este doble carácter exige a la vez, caminos claros de concreción y una capacidad creativa profundamente enraizada e independiente de los saberes hegemónicos occidentales. La antropología tiene, entonces, frente a este desafío la posibilidad y el compromiso de hacer, a la vez, un riquísimo aporte y una profunda revisión crítica de sus tendencias y sus perspectivas de abordaje. Lo que denomino "alteridad constitucional" en relación a una teorización y estructuración política claramente distinta y, en general, opuesta al constitucionalismo moderno/liberal/capitalista, tiene como componente básico a estos principios indígenas. La presencia de estos principios conviviendo con aquellos que han sustentado nuestras constituciones hasta ahora establece hoy en ellas un carácter de "totalidad incoherente". En la profundización y puesta en tensión de esa incoherencia -que analizo en esta ponencia- encuentro perspectivas de planteos profundamente otros, revolucionarios, en los que tenemos el desafío de trabajar desde el aporte antropológico en camino transdisciplinario con las otras Ciencias Sociales.

16. Os desafios do movimento indígena no Nordeste - Refletindo a experiência da Apoinme

Dra. Kelly Emanuelly de Oliveira, kelly_emanuelly@yahoo.com.br, Universidade Federal da Paraíba

O trabalho se propõe a trazer elementos que estimulem a reflexão sobre os desafios enfrentados pelas lideranças indígenas na atualidade, em especial na perspectiva de "profissionalização de lideranças". Tal perspectiva visa marcar o esforço de capacitação dos indígenas em trabalharem um diálogo paralelo, onde por um lado estaria o universo político/burocrático voltado aos movimentos sociais, e por outro, a manutenção de uma identidade étnica que valorize sua etnicidade em nível local, regional, nacional e por vezes continental. Para essa discussão tomaremos por base pesquisa realizada na APOINME - Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, segunda maior organização indígena do país, que representa 75 povos e mais de 213 mil indígenas (dados do IBGE - 2010). Verificamos que a APOINME vem tentando navegar entre os mundos da representação política formal e da representação étnica, de forma a equacionar as dificuldades de interlocução das duas instâncias. Para isso se adéqua às demandas crescentes pela capacitação de suas lideranças, não só em relação a políticas indigenistas nacionais, como também se insere no debate internacional, motivada pela proposta de participação no mercado de projetos (Albert, 2000) das agências de cooperação. Estas agências, junto com as propostas de parcerias estatais, e da necessidade de ampliação das organizações, têm demandado um maior interesse pelo conhecimento de estratégias de administração e gestão operacional das entidades, que saem da informalidade e vão, progressivamente, se apropriando das estruturas organizacionais não-indígenas, com secretarias específicas e instâncias decisórias hierarquizadas. 

17. As contra (dicções) do relativismo político: os Ulwas e a Autonomia no Caribe Nicaraguense

Mg. Denia Román Solano, DENNIA.ROMAN@ucr.ac.cr, Universidad de Costa Rica

As mudanças políticas e territoriais trazidas pela revolução sandinista na Nicarágua, em 1979, suscitaram um movimento étnico-guerrilheiro liderado pelos Miskitos, o qual, após vários anos de guerra, levou à instauração do emblemático regime autonômico no Caribe Nicaraguense. Hoje, pouco menos da metade do país é administrada por dois governos regionais que representam politicamente três grupos indígenas e duas comunidades étnicas. Há duas décadas sob este regime, o presente trabalho analisa etnograficamente, as consequências e dilemas na vida social, na pratica política e nas percepções sobre a etnicidade, que esta transformação gerou em Karawala. Uma aldeia indígena localizada no sul do caribe nicaraguense, definida como Ulwa, mas de ascendência heterogênea, produto de uma longa historia de contacto. Procura-se fazer uma reflexão da historia recente tanto das apropriações, quando dos impasses que os ideais de governabilidade étnica dominante, - propostos por organismos internacionais e pela própria Antropologia - provocam nos Ulwas contemporâneos e em sua constituição identitária. Assim, o trabalho pretende explorar, a partir do âmbito local, da historia comunitária e das relações sociais, a expressão pratica de um dos movimentos indígenas mais importantes das Terras Baixas da América Central.

18. Antes e depois da demarcação territorial: questões sobre a política tupi guarani

Mg. Camila Mainardi, mainardi.camila@gmail.com, Universidade de São Paulo/ Centro de Estudos Ameríndios

Desde 2007, realizo pesquisa junto às famílias tupi guarani da Terra Indígena (T. I.) Piaçagüera, localizada entre os municípios de Peruíbe e Itanhaém, no litoral sul do Estado de São Paulo, homologada em abril deste ano, 2012. O processo de demarcação territorial começou em 2002, após a ocupação da terra por famílias saídas da T.I. Bananal, em Peruíbe, com a realização do relatório de identificação e delimitação da terra pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O encaminhamento do processo contou também com um relatório de estudos complementares, do qual participei como colaboradora, no momento em que a empresa LLX, do empresário Eike Batista, manifestava interesse na construção de um porto na área. O objetivo deste paper é mapear as relações que as famílias da T. I. Piaçagüera articulam/agenciam em diferentes contextos, antes e depois da demarcação, com agentes diversos: seus próprios parentes, os Guarani Mbya e os não indígenas. Mais especificamente, tenho a intenção de discutir as relações de proximidade e distanciamento que constroem, que implica na formação de novos núcleos de parentelas e novas aldeias. Tais relações evidenciam a fluidez e o movimento característicos da socialidade ameríndia e, como espero mostrar a partir da etnografia, lançam luz aos modos de organização política tupi guarani, na legitimação de lideranças, por exemplo, além de atualizar os modos de relação com os não indígenas.

19. Fundamentos proféticos da ação política ameríndia

Dr. Renato Sztutman, sz.renato@gmail.com, Universidade de São Paulo/ Centro de Estudos Ameríndios

Proponho com esta comunicação voltar a um importante capítulo da etnologia e da história das terras baixas sul-americanas - os assim chamados profetismos e seus efeitos. Pretendo discutir uma hipótese sobre a relação entre esses profetismos e a dinâmica de composição e decomposição dos coletivos indígenas, isto é, a sua política. Gostaria de ressaltar aqui a complexidade desta relação, que não deve ser reduzida a antinomias, recorrentes nas análises sobre o tema, como "liberdade ou sujeição" e "resistência ou acomodação". O que costumamos chamar de profetismos reúne um conjunto de ações bastante heterogêneo e jamais livre de projeções, seja por parte das fontes históricas consultadas, seja por parte das próprias análises antropológicas. Fala-se de migrações em busca de terras sem males. Remete-se, nesses casos, especialmente aos povos tupi-guarani, do passado e do presente. Fala-se de insurgências ou movimentos de contestação, que ganham ebulição em momentos críticos da história colonial e pós-colonial. Eis o que encontramos ainda entre os Tupi e Guarani históricos, e também na Amazônia subandina - com a revolta, envolvendo diversos povos, liderada por Juan Santos Atahualpa, que prometia expulsar espanhóis e restaurar um "Império pan-indígena". Fala-se, por fim, da gênese de novos cultos, novas religiões ou mesmo "igrejas nativas". Um forte exemplo é o da religião do Aleluia, seguida por povos pemon e kapon da região das Guianas, religião que nasce de profecias, modos xamânicos de incorporar elementos cristãos. Algo que já poderia ser verificado entre outros povos, dentre eles os Tupi e Guarani, aparece entre esses povos de língua caribe de forma bastante cristalizada. Esta comunicação pretende portanto voltar aos casos acima evocados (que remetem a tempos e espaços diversos) para, por meio de um esforço comparativo, iluminar a criatividade (sócio)política ameríndia que existe por trás de diferentes processos de transformação profético-xamânicos.

20. Rio São Francisco e Belo Monte urgente! Ativismo indígena versus desenvolvimentismo estatal

Dr. Ugo Maia Andrade, ugomaia@ufs.br, Universidade Federal de Sergipe

Dois grandes projetos, em curso, do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), gerenciados pelo Governo brasileiro, vêm alimentando intensas mobilizações indígenas contrárias a eles: a transposição das águas do Rio São Francisco e a construção da UHE de Belo Monte, no Rio Xingu. Embora levados a cabo sob o pretexto do desenvolvimento regional aliado à criação de condições de sustentabilidade socioambientais, esses projetos sintetizam protocolos oficiais adotados em vista da construção de um modelo desenvolvimentista que despreza direitos territoriais de populações tradicionais e as alijam de contextos decisórios. Por conta disso, eles representam sérias ameaças às Terras Indígenas localizadas nas bacias dos rios São Francisco e Xingu, tendo, entretanto, sua realização garantida a todo custo por forças econômicas de grande monta. Diante de tal contexto, a comunicação procurará percorrer as linguagens adotadas por lideranças indígenas no ativismo contra a transposição do Rio São Francisco e a construção da UHE de Belo Monte, linguagens essas caracterizadas pela mixagem de ingredientes-chave, como xamanismo, ambientalismo e direitos humanos. Destaca-se também a habilidade desses movimentos na articulação de múltiplas esferas de diálogo (como ONG´s de impactos local e nacional, MPF, STF, OEA, ONU, etc.), permitindo sua conexão com outros movimentos sociais.

21. Quando o tekoha vai para a estrada? Reflexões sobre política, uso do espaço e sociabilidade Kaiowa

Mg. Aline Castilho Crespe, alinecrespe@hotmail.com, Universidade Federal da Grande Dourados/ Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul

Com a chegada das frentes de exploração econômica no estado de Mato Grosso do Sul comunidades kaiowa do sul do estado enfrentaram o processo de esbulho de suas terras. A partir da década de 1980, com a organização do movimento político promovido pelos Guarani e Kaiowa em favor da demarcação das terras indígenas, muitas famílias que viviam nas reservas ou em fazendas da região retornam ao território de ocupação tradicional. Em alguns casos, até a demarcação destas áreas ocorrerem, muitas famílias esperaram ou ainda esperam em margens de rodovias ou em áreas de ocupação temporária que visam à retomada dos territórios tradicionais, autodenominado por estes grupos como tekoha. Entretanto, o tekoha não deve ser entendido apenas como sinônimo da ideia de território, mas sim como uma rede de relações políticas e religiosas compreendidas em um determinado território atualmente ocupado ou que fora ocupado anteriormente pelos seus ancestrais. O objeto deste trabalho é colocar em debate dados obtidos recentemente em campo a fim de refletir sobre o processo de constituição do acampamento a partir da articulação de uma rede de parentes e aliados e como os Kaiowa nos acampamentos se identificam com o território específico que ocupam atualmente. Além disso, a partir dos dados etnográficos e da literatura antropológica sobre o Kaiowa devo apresentar dados sobre o uso do espaço e suas relações com a organização social dentro dos acampamentos.

Viernes 16 de marzo de 2012